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sábado, 5 de janeiro de 2019



É...

Faz tempo que eu não escrevo sobre filmes/séries (razão que me fez criar o primeiro blog, no século passado -Comentários em Série-) mas, diante do tédio deste período sem trabalho (férias) e sem eventos, bora escrever um pouquinho...


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018





É, pois é...
Enquanto alguns pensam que o site acabou, eu continuo curtindo minhas merecidas férias...


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado




Quarta feira, dia 15 de fevereiro de 2017, 10h30 da manhã, um dia antes da estreia oficial, lá fui eu, com um grupo grande de coleguinhas, tomar as primeira impressões do filme dirigido por Gore Verbinski.



 Estou falando do filme "A Cure for Wellness" (que, no Brasil, terá o nome de "A Cura")




Antes de "grandes comentários", vale dizer que este filme, estreou para o mundo em 10 de dezembro de 2016, durante o Festival de Filmes "Butt-Numb-A-Thon Film", foi feito em 5 meses (sim, vocês leram bem, 5 MESES!!!), tem como atores principais, Dane DeHaan, Jason Isaacs e Mia Goth (que está ótima no papel), foi dirigido por Gore Verbinski (que também o escreveu, junto com Justin Haythe) e mais detalhes técnicos podem ser vistos/pesquisados no IMDB.


Quanto à...


Sinopse Oficial (Fox) ela nos apresenta..
Um jovem e ambicioso executivo é enviado para buscar o CEO de sua empresa em um "centro de bem-estar" idílico, mas misterioso, em um local remoto nos Alpes suíços. Ele logo suspeita que os tratamentos milagrosos do spa não são o que parecem. Quando ele começa a desvendar os segredos aterrorizantes do lugar, sua sanidade é testada e ele é diagnosticado com a mesma curiosa doença que mantém todos os convidados ali à espera da cura. De Gore Verbinski, o visionário diretor de O Chamado, vem o novo thriller psicológico, A CURA.


E, passemos logo para as...

Minhas impressões e críticas:

Bom, pela primeira em anos, eu, após o filme acabar, fui ouvir (e quase participar de) uma roda de comentários com outros coleguinhas que também assistiram. Foi meio que sem querer, pois eu saí pela saída errada e, no que voltei para procurar a responsável pela minha experiência, para poder agradecer e me despedir, acabei encontrando o grupo e parando para ouvir.

Todos estavam, como eu estava, incomodados e em processo de digestão do que haviam acabado de presenciar por 146 minutos (eu já tinha percebido esta sensação conforme fui saindo e ouvindo os que vinham atrás de mim...)

A maioria entendia de forma ainda balbuciante que o filme poderia ter acabado 30/40 min antes (eu não discordo disto), parte (menor) do grupo buscava criar justificativas e entendimentos muito intelectualizados e (ou) alucinados sobre o final (eu não suporto este tipo de coisa que finais muito abertos geram na minha raça de críticos que, diante disto ficam se esforçando/pirando em busca de um final fechado que nunca houve ou haverá... Geralmente este tipo de filme vira cult, não pela qualidade real, mas pelos finais pirados/criados "pelos meus").
Eu, confesso que, quando o filme acabou, pensei, MAS QUE ME... Tanto que fui o primeiro a deixar a sala (e até saí pelo lugar errado, de tanto incomodo...). Mas, ouvindo a roda, voltando pra casa, no trânsito (a cidade estava parada hoje de tarde), e pensando no filme (com a música tema grudada na minha cabeça), cheguei a algumas conclusões, bom...
  • O diretor de fotografia, Bojan Bazelli, é magnífico!! 
  • Os 100 primeiros do filme são maravilhosos, incômodos, perturbadores... 
  • TODO o filme te prende na cadeira (mas o final de chuta dela -cadeira- sem perdão); 
  • Vale a pena assistir e conhecer este filme que, aposto, será cultuado e terá grupos e mais grupos de discussão onde pessoas irão pirar por décadas e acabarão "criando" 50 filmes totalmente diferentes do original (na roda de coleguinhas, eu já ouvi 3 versões...) e totalmente diferentes da realidade; 
  • Eu não discordo que o filme poderia ter acabado 40 minutos antes quando, então, teria um final sem graça mas, também, sem grandes problemas de continuidade. Porém se eu tivesse poder de escolha eu gastaria mais 5 meses (mesmo tempo utilizado para fazer TODO o filme) pensando no roteiro e, a partir do 100º minuto eu criaria (se tivesse capacidade para tanto tsc tsc) um outro final mais pé no chão e (muito) menos fantasioso, infantilizado, surreal, ridículo, cheio de buracos e pontas soltas...
De mais a mais é isso...

Assistam até para ver como não acabar um ótimo filme e (ou) para já começarem a ter ideias e entendimentos de "o que o filme quis dizer e mostrar" e, com isto, poderem se tornar o troll alfa no futuro grupinho de discussão...

Até a próxima!







segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


Segunda feira, 10h17 da manhã, chegava eu belo e formoso para a primeira cabine do ano...


Estava bem cheia, afinal...

Os trabalhos de 2017 começaram com, nada mais, nada menos que...


Eu estava com muita expectativa e (como, praticamente, sempre ocorre) isto não é muito bom...

Mas borandar e falar sobre o...



Resumo (oficial da Fox)
Através de uma tecnologia revolucionária que desbloqueia as memórias genéticas, Callum Lynch (Michael Fassbender) vivencia as aventuras de seu antepassado Aguilar, na Espanha do século XV.  Callum descobre que ele é descendente de uma misteriosa sociedade secreta, os Assassins e acumula incrível conhecimento e habilidades para assumir a organização templária opressiva e poderosa nos dias atuais.

A ficha técnica básica (oficial da Fox)
ASSASSIN’S CREED é estrelado pelo indicado ao Oscar® Michael Fassbender (X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, 12 Anos de Escravidão) e pela vencedora do Oscar® Marion Cotillard (Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Piaf: Um Hino de Amor). O filme é dirigido por Justin Kurzel (Snowtown, Macbeth); produzido pela New Regency, Ubisoft Motion Pictures, DMC Films e Kennedy/Marshall; cofinanciado. Distribuído pela Fox Film do Brasil, a estreia no Brasil está confirmada para 12 de janeiro.
 
Citar algumas curiosidades batutas (colhidas no IMDB)
  • Michael Fassbender e Ariane Labed fizeram 95% das lutas no filme;
  • O filme apresenta a maior queda livre realizada por um dublê em quase 35 anos. O dublê Damien Walters realizou uma queda livre a partir da altura de 125 pés (38 metros), que durou quase 3 segundos com uma velocidade de 61 mph de impacto.
  • O figurino dos "Assassinos" levou de 2-3 meses para ser finalizado e foi todo feito à mão. Há oito versões de cada traje, com uma equipe de fantasia inteira dedicada a cada um dos assassinos.
  • Este filme é baseado em um jogo com o mesmo nome. O ator Michael Fassbender nunca tinha jogado nenhum dos nove jogos da série até pouco antes do início da filmagem; Ele nem sabia que os jogos existiam até que ele foi contratado pela Ubisoft;
  • A Ubisoft deu aos fabricantes de ferramentas uma lista detalhada de cada arma feita para os jogos que eles poderiam usar como guia;
  • 80% do filme, incluindo acrobacias, extras e locais, foram filmados na câmera, sem usar CGI;
  • O diretor Justin Kurzel não queria mostrar os Assassinos como heróis e os  templários como vilões, ou vice versa, porque ambas as ideologias não podem ser claramente chamadas de certas ou erradas e ambas podem ser corrompidas;
  • Ao contrário do que ocorreu no jogos, as sequências históricas estabelecidas na Espanha do século 15 foram filmadas em língua espanhola. De acordo com Justin Kurzel, eles tentaram, inicialmente, fazê-las em Inglês, mas a decisão sobre o espanhol era óbvia demais e acrescentava um exotismo e riqueza extra para o filme;

E seguir rápido para as minhas impressões e críticas:



Bom, já de cara, quero dizer que a impressão que deu foi a de que eu estava assistindo alguma adaptação (para o cinema) de algum livro novo do Dan Brown. Vira e mexe eu me pegava esperando a aparição do Tom Hanks, no papel do Professor Robert Langdon, mas (SPOILER ALERTA) não ocorreu!

Ah! Para quem se perdeu na observação acima e não conseguiu lê-la como elogio ou crítica, quero informar que eu gosto muito das adaptações (para o cinema) dos livros do Dan Brown e, portanto, SIM, foi um elogio...

Sim, eu gostei do filme. Por boa parte dele eu fiquei preso à trama, adorei a fotografia (embora não tenha curtido o 3D... Bastante desnecessário, ou melhor, pouco aproveitado o que tornava a necessidade de usar um óculos chato -eu não gosto de óculos-, bem enfadonha) porém, ficou bem aquém das minhas expectativas (que eram BEM altas, registre-se).

Sim, eu gostei do filme, mas... Achei a pronúncia, do espanhol, sofrível;

Sim, eu gostei do filme, mas... Odiei as cenas de perseguição (ambientadas na Espanha antiga) em que os soldados/guardas surgiam de todos os lugares e em todos os lugares certos, antecipadamente, como se estivessem realizando um cerco todo coordenado com rádios comunicadores, helicópteros e satélites (não existentes na época), alias por falar em aparecer, era risível certos personagens do Clero que tinham onipresença... Enfim!

Sim, eu gostei do filme, aconselho SIM! Mas ele poderia (tinha potencial) para ter sido "O" filme de ação de 2017 (o que, acredito... Não acontecerá)

Por fim...

Sim, eu gostei do filme, mas... Gostei (até) mais da experiência (de 5 min) que nos foi proporcionada ao final...


Alias, quando eu falo em "nós", olhem só quem encontrei por lá...



De mais a mais, vale informar que Assassin's, dia 12 de janeiro, estreia nos cinemas e, por falar em estreias confirmadas da FOX, vale citar também :
  • Estrelas Além do Tempo, 02 de fevereiro (Ótimo filme, que merecia ter sido muito mais indicado para o Globo de Ouro e, mereceia ter levado o prêmio com a Octavia Spencer, mas...);
  • A Cura, 16 de fevereiro;
  • Logan , 02 de Março;
  • O Poderoso Chefinho, 30 de março;
  • Alien: Covenant, previsto para maio;
  • Planeta dos Macacos: A Guerra, previsto para julho;
  • Lino, previsto para julho;
  • Kingsman: O Círculo Dourado, previsto para setembro.


Até a próxima!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Hoje, de manhã, eu (para quem não sabe, um entusiasta dos -e professor de- Direitos Humanos) tive a (feliz) oportunidade de assistir "Estrelas Além do Tempo" (Hidden Figures).


E, sobre esta experiência, gostaria de iniciar trazendo o...
Resumo (oficial da Fox)
"ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (Hidden Figures) é a história incrível de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) – brilhantes mulheres afro-americanas que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn, uma conquista fantástica que restaurou a confiança do país, mudou a Corrida Espacial e galvanizou o mundo.  O trio visionário atravessou todas as barreiras de gênero e raça para inspirar gerações para sonhar grande..  Distribuído pela Fox Film do Brasil, a estreia no Brasil está confirmada para 19 DE JANEIRO de 2017."


( FOTO: Janelle Monáe)

Uma (hoje) bem sintética...
Ficha técnica: 
Direção: Theodore Melfi
Roteiro: Theodore Melfi, Allison Schroeder  
Baseado no livro de Margot Lee Shetterly
Elenco (principal)
  • Taraji P. Henson como Katherine Johnson
  • Octavia Spencer como Dorothy Vaughan
  • Janelle Monáe como Mary Jackson
  • Kevin Costner como Al Harrison
  • Kirsten Dunst como Vivian Michael
  • Jim Parsons como Paul Stafford
  • Mahershala Ali como Jim Johnson
  • Aldis Hodge como Levi Jackson
  • Glen Powell como John Glenn

E, logicamente, as minhas...
Impressões:

Aqui, digo, sem NENHUMA dúvida, que este filme, que terá pré estreia nos EUA em 25 Dezembro de 2016 (e estreará por aqui em 19 de Janeiro 02 de fevereiro de 2017, foi um dos melhores que assisti nos último tempos.
Pode parecer exagero, mas asseguro a vocês que ele (filme) me tocou de diversas formas, no fato de ser uma historia real, no elenco, nas interpretações, na direção, no visual, na abordagem limpa, leve, QUASE fofa que ele (filme) escolhe usar para tocar na questão do racismo/sexismo, abordagem esta, que consegue, sem usar de caminhos fáceis (como a violência e tantos e tantos fatos reais da época -década de 60-) embrulhar o estômago, chacoalhar o coração e desestabilizar o racional de qualquer pessoa que tenha estômago, coração e cérebro...


Foi um belíssimo filme, feito com base em belíssimas historias reais de pessoas que, com muito sofrimento (mas, também, com muita garra), conseguiram vencer e, pq não... Mudar o mundo!!

Não percam!! Aposto (e ganho) que sairão desta experiência, bastante mexidos/mexidas!! 

O que mais, o que mais!?

Ah sim!! Como tudo tem (pelo menos) dois lados, me sinto meio que obrigado a dizer que, em um elenco de apoio muito batuta com Kevin Costner, Kirsten "Cláudia" Dunst, dentre outros e outras, eu não curti a atuação do Jim "Sheldon Cooper" Parsons, não que ela estivesse ruim, mas... 

Calma, eu explico...  

Basicamente ele criou o seu personagem com base em uma versão "lado negro da força" do Sheldon. 

Ok, ok, quem tiver acordado de um coma (de 20 anos) e, por isto, nunca tiver assistido Big Bang Theory, nem conhecer o Sheldon, é bem capaz que goste do ator e do personagem pois, como eu disse, não está ruim... Mas, pra quem é chato/crítico (como eu sou) e é fã de BBT (como eu sou)  irá se chatear com a impressão por ele (ator) deixada de ser "ator de um papel só"... Isso me incomodou muito, principalmente por adorar o Sheldon!! Alias, talvez justamente por isto que eu me incomodei tanto, pois estava muito chato, vergonha alheia mesmo, vê-lo (Sheldon) no filme...
Por fim, só me resta dizer, sobre este filme (que irá ganhar muitos prêmios em 2017)...

ASSISTAM!! 

Até a próxima!!




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


Vocês se lembram daqueles bonequinhos horríveis com cabelo colorido e triangular/arrepiado que foram febre nos anos 90?


Vocês lembram da história deles?

Pois é!

Calma, vocês não estão com problema de memória (pelo menos tal "esquecimento" não é um sintoma), pois tais bonecos, simplesmente surgiram, eles não tinham história...

Mas a Dream Works, anos atrás comprou os direitos de tais bonequinhos e...

No dia 08 de outubro de 2016, durante o "London Film Festival", finalmente, apresentou para o mundo a história desses "bichinhos feios" que, agora, estão mais bonitinhos...


Estou falando do filme/animação


Que estreia, no Brasil, em 27 de outubro de 2016  e...

Que eu tive a oportunidade de assistir antes (hoje, 10h30 da manhã, pra ser mais exato)...


Pois bem, sobre a animação, eu começo trazendo um...


Resumo (oficial da Fox)
"Dos mesmos criadores de Shrek vem o lançamento da DreamWorks Animation TROLLS, uma comédia irreverente, engraçada e inteligente sobre a busca da felicidade e o que algumas pessoas são capazes de fazer para conquistá-la. O filme transporta o público para um mundo colorido e maravilhoso, habitado pelos muito otimistas Trolls, que andam sempre felizes e cantando, e os pessimistas e engraçados Berguens, que só são só felizes quando enchem a pança de Trolls.  Depois que os Berguens invadem a Cidade dos Trolls, Poppy (interpretada por Anna Kendrick), a Troll mais feliz que já existiu, e o super precavido e rabugento Tronco (interpretado por Justin Timberlake) partem em uma viagem para resgatar seus amigos.  Será uma missão cheia de aventura e incidentes enquanto essa dupla inusitada tenta aguentar um ao outro por tempo suficiente para que cumpram a tarefa.  Distribuído pela Fox Film do Brasil, a estreia no Brasil está confirmada para 27 DE OUTUBRO."

Algumas...

Curiosidades (onde vale citar...)
  • A semelhança, homenagem, referência (talvez proposital, talvez por medo acaso) ao anime: "Shingeki no Kyojin" (em que gigantes sumidos, reaparecem décadas depois (no anime 100 anos, em Trolls, 20 anos) comendo todo mundo e causando caos à cidade que, já estava acomodada e desleixada com a segurança;
  • A referência/homenagem, com certeza proposital ao clássico desenho "Cinderela";
  • A homenagem sutil (proposital ou por acaso) ao filme E.T. (do Spielberg);
  • Que VEGANOS poderão "ler este filme de animação" como sendo uma homenagem às suas crenças e uma crítica velada à sociedade que insiste em "buscar a felicidade, comendo outros seres vivos";
  • A valorização da mulher, na medida em que o (no caso, "a") personagem principal, a salvadora (e isto não é spoiler, pois o enredo é até que bem simples e esperado), a heroína é uma mulher, a Princesa Poppy, que, sem precisar se "masculinizar", sem precisar ser apresentada/estereotipada como um "homem", simplesmente "sendo mulher" consegue resolver os problemas que surgem;
  • Que normalmente vemos todo um lançamento de produtos, que ocorre na esteira de filmes de sucesso, mas, no caso, vejo uma inversão clara, pois  os produtos (os bonequinhos) já existiam e, o filme, veio, justamente, para abraçar/preparar uma nova legião de fãs/consumidores;


Passo (rápido) pela...

Ficha técnica
Vale citar aqui o Hugo Gloss (Blogueiro Bruno Rocha), Hugo Bonemer e a Julie, que fazem parte do grande grupo de dubladores nacionais (E, quem tiver alguma curiosidade mais específica, aconselho, para mais detalhes, uma visita ao IMDB , à pagina oficial do filme em português e -ou- À página face, tb em português, até pq, animação tem MUITA gente...)

E (termino), logicamente, com as minhas...

Impressões (que, hoje, como um teste de formato, virão em forma de vídeo/áudio)



Por fim, vale perguntar/responder...
- É um filme de animação inovador? Não...
- É um filme de animação memorável? Não...
- Parece mais uma (cara e bem produzida) campanha publicitária para o relançamento dos bonequinhos feiosos? Sim...
- Dá pra assistir? Sim, tranquilamente e com toda a família. É um divertimento fácil, leve, bem feitinho e bem batutinha!
- Eu gostei e aconselho? Sim, por uma hora e meia, vocês terão uma aventura, leve e divertida, com piadinhas soltas na hora certa e ótima trilha sonora.

Até a próxima e...

Fiquem FELIZES com...


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


 Hoje, por volta das 10h30, eu tive a alegria de estar no...


Escolhendo um (ótimo) lugar...


Para assistir:

"O Lar das Crianças Peculiares"

Experiência (sim, vou usar um jogo de palavras boboquinha) realmente peculiar, em 3D, que durou até por volta das 12h41


Quando o ótimo filme, responsável por um dos meus melhores começos de semana dos últimos tempos, acabou e...

Sobre ele, eu começo trazendo um...
Resumo (oficial da Fox)


"Dirigido por Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), o filme é estrelado por Asa Butterfield (A Invenção de Hugo Cabret) que dá vida ao jovem Jake, que segue as pistas deixadas por seu avô sobre um mistério que se estende por diferentes mundos e tempos. Em seu caminho, encontra um lugar mágico, mas o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer os moradores e aprende sobre seus poderes especiais e seus poderosos inimigos."

Seguido por algumas...

Curiosidades (colhidas no IMDB)
  • O Livro/história de Ransom Riggs, que originou o filme, já teve duas continuações, "Hollow City" e "Library of Souls" (ótima notícia, não é?) ;
  • Ransom Riggs, o autor do livro, teve inspiração em fotografias antigas e estranhas, como por exemplo a de uma menina levitando. O autor garimpava estas fotos em "mercados de pulga", as incluiu no livro e, segundo consta, mais tarde mostrou-as, antes do início das filmagens, para o diretor Tim Burton (taí uma coleção batuta pra se começar);

  • Tim Burton descreveu a senhorita Peregrine como uma espécie de "versão assustadora de Mary Poppins" (não deixa de ser);
  • Parte das filmagens foram feitas em Blackpool, no Reino Unido;
  • A casa onde as crianças vivem é uma casa real. É chamado de "Torenhof" e pode ser encontrado perto de Antuérpia, Bélgica (fica o registro...);
  •  No livro escrito por Ransom Riggs, a peculiaridade de Emma é controlar o fogo, enquanto que Olive (que é "a menina na capa do primeiro livro") só pode flutuar (e, não, controlar totalmente o ar. No filme Olive controla o fogo, enquanto que Emma, além de flutuar, também pode controlar o ar (fica o registro...); 

  • Nos livros, Olive era uma das meninas mais jovens, e Bronwyn era mais velha. No filme ocorre a inversão. (fica o registro...);
  • Sim, no livro, o personagem "Dr. Golan" é um homem, enquanto que no filme ele é interpretado por uma mulher, Allison Janney (fica o registro...);
  • Esta é a terceira vez que Tim Burton e O-Lan Jones trabalham juntos. A primeira vez foi "Edward Mãos de Tesoura", de 1990, e a segunda foi em "Marte Ataca!", de 1996. (talvez por isso que, não por acaso, um dos bonequiquinhos que ganha vida - não entrarei em detalhes- lembra MUITO o Edward).


Pela...

Ficha técnica (para mais detalhes, aconselho visita ao IMDB)


Direção - Tim Burton
Produção - Peter Chernin & Jenno Topping
Produção Executva - Katterli Frauenfelder, Derek Frey e Nigel Gostelow
Roteiro - Jane Goldman (baseado no Livro, de 2012, de Ransom Riggs)
Gênero -  Fantasia/Aventura
Música - Danny Elfman    
Distribuição - Fox Film do Brasil
Lançamento - USA, 25 Setembro 2016 (vulgo, ontem) durante o "Fantastic Fest" (estreia no Brasil em 29 de setembro de 2016)
Duração - 127 minutos
Idioma - Inglês
Elenco (principal)-
  •      Eva Green - Miss Alma LeFay Perigrine
  •      Asa Butterfield - Jake
  •      Samuel L. Jackson -  Barron
  •      Judi Dench - Miss Avocet
  •      Rupert Everett - Ornithologist
  •      Allison Janney - Dr. Golan
  •      Chris O'Dowd - Franklin Portman
  •      Terence Stamp - Abraham Portman
  •      Ella Purnell - Emma Bloom
  •      Finlay MacMillan - Enoch O'Conner
  •      Lauren McCrostie - Olive Abroholos Elephanta
  •      Hayden Keeler-Stone - Horace Somnusson
  •      Georgia Pemberton - Fiona Fruanfeld
  •      Milo Parker - Hugh Apiston
  •      Raffiella Chapman - Claire Densmore
  •      Pixie Davies como Bronwyn
  •      O-Lan Jones como Shelley
  •      Aiden Flowers como Jacob Portman (aos 10 anos)

E, logicamente, pelas minhas...


Impressões
  • Não li o livro, portanto não irei traçar paralelos, alias, confesso que  acho meio boboquinha traçar paralelos entre livro e filme, pois quem lê cria a "sua própria história", portanto o máximo que se consegue ao traçar tal paralelo é (se eu o fizesse) comparar o filme com o "MEU filme" (só isso...) o que, para um leitor que porventura tenha lido, em nada ajudaria, ao contrário ele simplesmente teria "três filmes" para comparar (e, muito provavelmente continuaria gostando mais, continuaria mais apegado ao dele);
  • Adorei a relação entre o Avô e o neto. Realmente me emocionei (mas deem um desconto aqui, pois sou suspeito, adorava meu avô e tenho muita saudade dele);
  • Por vários momentos acabei me lembrando e fazendo associações com X-Men;
  • Alias, vários pontos da história já foram tocados (por vezes bem, por vezes, nem tanto) em outras histórias, séries, sagas mas, acreditem, o conjunto da obra te prende tanto e é tão bem amarrado que mal dá pra se perceber estas "homenagens", alias, fica-se até com a dúvida temporal de quem teria homenageado quem (só pra registro, o livro é de 2012);
  • Achei "um dos melhores Tim Burton que eu já assisti" (para quem não sabe, eu não sou muito fã da visão, do estilo Tim Burton de ser -também não gosto do Tarantino, fica o registro- mas, neste filme, conseguimos ver um/o Tim Burton que, sem deixar de sê-lo, consegue filtrar seus exageros e trazer um algo mais, trazer uma leveza, uma continuidade tranquila, doce e muito bonita);
  • Cenários, música, construção de personagens, cenas de ação, romance, drama, fantasia tudo esta no lugar e no percentual certo (tá, é verdade que, principalmente quem não leu o livro como eu, em algumas raras vezes, encontra/sente alguns buracos que surgem na trama, mas eles são quase imperceptíveis e não estragam a história em nada);
  • Os paralelos com a 2ª Grande Guerra, embora sutis, também trazem/criam um pano de fundo bem batuta;
  • Vou parando por aqui, até para evitar spoilers mas, saibam que adorei o filme aconselho MUITO, pois há muitos anos eu não saia tão feliz, tão emocionado de uma sala de cinema!

Finalizando, devo confessar que por mais de duas horas, fui transportado (até pelo fato do filme ser em 3D) para uma aventura deliciosa, memorável que tem tudo para ser "O FILME" de 2016 e, pq não, para ser a SAGA DE SUCESSO DA VEZ (sim, já estou na torcida para que tenham continuações do mesmo nível, com os mesmos atores e direção, inspiradas nos dois livros já escritos e torço também para que o autor,  Ransom Riggs, continue escrevendo esta saga por muitos e muitos anos!).

Até a próxima!

Escolha um bom CINEMA e assista

E...


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


Acabei de ser informado e vale o registro de que a...
FOX FILM DIVULGA NOVO TRAILER DA ANIMAÇÃO “TROLLS”

Versão nacional tem a voz de Hugo Bonemer, como Tronco

https://youtu.be/O8q4MUfHGNw
Para acessar o trailer, clique na imagem acima


A Fox Film do Brasil acaba de lançar na internet o novo trailer de “Trolls”, o longa de animação, produzido pela Dreamworks, que chega aos cinemas brasileiros, dia 27 de outubro. 

O trailer legendado conta com as vozes de Justin Timberlake no personagem Tronco e Anna Kendrick com a Poppy.

Do diretor Mike Mitchell (Shrek Para Sempre e Bob Esponja: Um Herói Fora D'Água), Trolls é uma comédia animada, inteligente, engraçada e irreverente. No longa, o público entrará em um mundo maravilhoso e colorido, povoado por personagens engraçados, e descobrirá a história dos exageradamente otimistas trolls, com uma canção constante em seus lábios, e os comicamente pessimistas, bergens, que só ficam contentes quando têm os trolls em seus estômagos. “Trolls” apresenta música original de Justin Timberlake e canções de outros artistas.

Observações:
  • Adorei a versão de True Colors;
  • Já me identifiquei com um personagem (alguém adivinha?).




quarta-feira, 15 de junho de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Filme que conta a historia de mocinhos e mocinhas fofas e rosadas, norte americanas, vindo ajudar o povo sub nutrido sul americano a parar de devastar suas matas e, por tabela, encontra índios canibais malvadões pelo caminho... Hmmm! 



Olhando assim, chega a parecer um repeteco da fórmula clássica e medíocre (Turistas seria "O" grande exemplo) e uma imitação barata de filmes no estilo das (também) clássicas obras de Ruggero Deodato, mas...


Vocês se lembram daquele viral de 2012 (considerado o viral mais rápido da história), "Kony 2012", produzido pela Ong Invisible Children, que tinha como principal objetivo (declarado) revelar ao mundo as atrocidades cometidas por Joseph Kony, líder do grupo guerrilheiro/religioso de Uganda (Exército de Resistência do Senhor, ou LRA) acusado de aliciamento, assassinato, estupro e mutilação de mais de 30 mil crianças nos últimos 20 anos? Lembram do rolo que deu (muitas críticas e descobertas de outras POSSÍVEIS razões não tão humanitárias tais como angariar doações, levar os EUA à guerra, vaidade, autopromoção pura e simples...)?

Pois é, esta foi a verdadeira inspiração (este caso e seus desmembramentos) para Eli Roth criar, com a trama de "Green Inferno", uma crítica ao slacktivism (ativismo preguiçoso ou, pra nós, ativismo de sofá) e, em função disto, fui assistir e cá está uma matéria a respeito...

Estão comigo?

Borandar então!





Resumo (oficial)
Um grupo de universitários, ativistas, viaja para a Amazônia (Peruana) para salvar a floresta tropical e logo descobrem que não estão sozinhos, e que nenhuma boa ação fica impune.


Curiosidades
  • Os posters no quarto de Justine são de "Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída" de 1981 (preciso rever este filme) e "Betty Blue" de 1986;
  • Não parem de assistir o filme quando ele acabar, pois os créditos finais são interrompidos após cerca de 20 segundos para uma cena de Lucille (a irmã de Alejandro) chamando Justine e dizendo-lhe que...

  • Por falar em cenas finais, bom, assistam tudo pois o filme "não acaba no fim..." ;
  • Eu realmente gosto de ver os créditos finais e nos deste filme, pudemos ver uma menção/homenagem aos habitantes locais, que diz: "Feito com a participação generosa do povo de Callanayacu Peru. Obrigado por nos acolher em sua bela aldeia. Estamos ansiosos para jantar com você novamente em breve";

  • Vemos (nos créditos) também uma menção/homenagem à Rugero Deodato e a Brad Pit;
  • Descobrimos, nos créditos, (e vocês já devem ter visto no print acima) os twitters de boa parte do elenco (já escrevi para alguns...);
  • E, podemos ver , nos créditos, uma homenagem ao gênero de filmes de terror voltados ao canibalismo...


Impressões

Já de cara devo dizer que o filme não é uma maravilha, não mexeu comigo como o primeiro "Albergue", mas foi uma surpresa interessante, seja pelo fato de eu estar com expectativas muito baixas, seja pela pesquisa pós filme que me fez descobrir as razões reais para a criação do filme.

E, justamente com este conhecimento, passei a entender melhor e até gostar deste filme que, usando de estereótipos clássicos do ativismo (como o/a líder mais preocupado em aparecer e ser reconhecido como "O/A" cara/mina, mais preocupado com uma agenda paralela, mais pessoal e paralela ou bem distante da causa original; a homossexual ativista veterana que esta mais preocupada em catar todas as novinhas idealistas e curiosas -da mesma forma que o hétero, macho alfa, que aceita ficar abaixo do líder, pra, também, se dar bem com a mulherada "que sobrar"-, os/as integrantes sérios, idealistas e puros -que, geralmente, são os que se ferram, são usados, vão presos, apanham, são processados e, no filme, morrem- e os/as integrantes que estão na causa pela diversão, pelo status, pela aceitação e outras razões que não a original) e de situações fechadas em microcosmos (sem precisar de um orçamento de blockbuster), consegue, do seu jeito/estilo (sangue e mortes visualmente histéricas) fazer sua crítica social e acordar a plateia.

Outra coisa que gostei foi descobrir que não era uma refilmagem dos clássicos, não era uma releitura, mas o tema "Canibais" (que o Eli Roth, assumidamente, tanto gosta) só foi usado como homenagem ao gênero, e pano de fundo para a crítica...

Lógico que tem cenas sofríveis e desnecessárias (o que foi o líder relaxando na cela?!?), lógico que não é um filme que vou lembrar daqui umas semanas, mas é bom, bem feito, tem começo, meio e fim, tem uma pequena e básica montanha russa de emoções e tem as situações de tensão (e suas soluções) bem montadinhas e bem aceitáveis.

Com relação à crítica em si, talvez não seja todo mundo que vá entender, gostar, sacar, se sensibilizar e, não, eu não sou um gênio super sensível e com preparo intelectual acima da média mas... Por estar há anos convivendo (também) com este problema/questão do "ativismo de sofá", por já ter acompanhado (inclusive profissionalmente aqui pro O.I.) vários grupos, pessoas, situações e ideologias, acabei conseguindo (sem tentar) me achar, me ver e ver muita gente nos personagens CARICATURAIS e nas questões tocadas no filme.

Por fim, aconselho que conheçam o filme e deem uma googlada para (que não conhece ou esqueceu) saber mais sobre o Kony 2012 e todas polêmicas que vieram após sua veiculação...

O que mais, o que mais?

Ah sim! Visitem o twitter oficial, tem tweets batutas...



Ficha técnica 
  • Direção: Eli Roth
  • Roteiro: Eli Roth e Guillermo Amoedo
  • Lançamento: Embora tenha sido apresentado para o mundo, no Canadá em 08 de Setembro de 2013     (Toronto International Film Festival), em 2014 a distribuidora do filme vazou (pois é, deixou eles na mão), problema este que só foi "solucionado" em setembro de 2015 (por isso que o filme é considerado de 2015 ou até 2016 -ano do lançamento do DVD);
  • Musica: Manuel Riveiro 
  • Site oficial (em japonês, não me perguntem pq): http://green-inferno.jp/
  • Facebook oficial: https://www.facebook.com/TheGreenInferno#
  • Twitter oficial: https://twitter.com/TheGreenInferno
  • Tumblr oficial: http://greeninfernomovie.tumblr.com/
  • Paises: EUA, Chile Canadá 
  • Locações: Tarapoto/Peru, Santiago/Chile, Nova York/EUA
  • Duração: 100 min 
  • Elenco: (Vamos aproveitar os créditos finais novamente?)



Até a próxima!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


Enquanto o mundo Geek discute o tom de pele da nova Hermione, eu resolvi gastar meus pensamentos e opiniões assistindo, ontem, o "novo" trabalho de Emma Watson... "Colonia" (no Brasil: "Amor e Revolução" -mesmo nome daquela novelinha do SBT sobre a Ditadura no Brasil-).

Bom, o que achei, gostei, não gostei? Comecemos com um...


Resumo

Pois bem, inspirado em fatos reais, este filme usa da história (romântica até) de Lena, aeromoça, (Emma Watson) e Daniel, ativista político, (Daniel Bruhl), um jovem casal de alemães, que se reencontra, no Chile, dias antes do golpe militar chileno de Augusto Pinochet, em 1973. Daniel é capturado pela polícia secreta de Pinochet e Lena segue a procurá-lo, até descobrir que ele estava em uma área no Sul do país, chamada "Colonia Dignidad". A Colonia se define como uma missão de caridade, dirigida pelo pastor Paul Shafer (Michael Nyqvist), mas na verdade é um lugar do qual ninguém escapa. Lena então decide se filiar a esse obscuro e misterioso culto para poder encontrar (e salvar) Daniel.


Curiosidades

  • Foi filmado no Chile, Luxemburgo, Alemanha e Argentina (fonte: imdb.com.br); 
  • Este é o segundo filme que Emma Watson fez sobre seitas/cultos perigosos, o primeiro foi o filme "Regressão" de 2015 (fonte: imdb.com.br); 
  • O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, anunciou em 26 de abril de 2016, que arquivos secretos sobre Colonia Dignidad serão tornados públicos (fonte: Terra.com.br);
  •  Colonia Dignidad foi estabelecida em 1961 por colonos alemães liderados por Schäfer. O ex-suboficial nazista transformou o lugar, 350 quilômetros ao sul de Santiago, numa espécie de seita, onde praticava pedofilia e onde ninguém podia entrar nem sair sem sua autorização (fonte: Terra.com.br);

  • Durante a ditadura militar no Chile, entre 1973 e 1990, o enclave foi utilizado como centro de detenção ilegal, onde se praticou tortura e se assassinaram opositores do regime. Colonia Dignidad também serviu como depósito de armas e reduto de trabalho infantil escravizado (fonte: Terra.com.br);
  • Steinmeier admitiu que, na época, o governo alemão não fez o suficiente para ajudar as vítimas da comunidade chilena – hoje chamada Villa Baviera. "Esse é um capítulo obscuro da história da diplomacia alemã, e é evidente que os diplomatas alemães fizeram muito pouco para proteger as pessoas que tentavam escapar dos maus-tratos", afirmou (fonte: Terra.com.br);
  • A colônia alemã no Chile foi palco de crimes que vão desde abusos sexuais de menores a tortura de opositores da ditadura de Augusto Pinochet;
  • Segundo dados da Anistia Internacional, 119 presos políticos foram mantidos presos na Colonia Dignidad, muito deles foram torturados e mortos.
  • O território da ex-seita alemã no Chile, hoje, se transformou em um Centro Turístico chamado “Villa Baviera”, onde se pode, agora, comer, dormir ou dirigir jeeps de tração nas montanhas dos Andes (fonte: mamapress); 
  • Emma Watson visitou  a "Villa Baviera" em setembro de 2014. Boa parte da mídia, na epoca, pensou/anunciou que ela apenas estava passeando de férias. Mais tarde descobrira verdade ela estava fazendo 'laboratório"/pesquisas para o papel (fonte: imdb.com.br); 
  • Quem quiser mais detalhes a respeito da historia real, pode ler está matéria ou assistir a este documentário do youtube muito bacana (e pesado);

Impressões

Bom, já de cara, vale dizer que, como filme que trata da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile, "Colonia" (2015) está muito aquém do ótimo (vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado -adaptação do livro de Thomas Hauser-) filme de Costa-Gavras, "Missing – Desaparecido" (1982), mas, pro meu gosto, esta muito além do enrolado, arrastado e chato filme de Pablo Larraín, com Gael García Bernal, "No" (2013).

Mas aí entramos em uma outra análise que nos faz concluir, com tranquilidade, que este filme não é um documentário e quando se conclui isto, tudo fica mais fácil de aceitar. Até o final que tanta gente compara com o filme "Argo" (2012) pois, quando vemos que, embora inspirado em fatos reais, este filme não conta uma história/passagem verídica, nem narra a história de pessoas reais, fica mais fácil aceitar, entender e gostar (muito) desta experiência que, do seu jeito, mostra com detalhes os horrores da "Colônia Dignidad" e da Ditadura Chilena.

Tá, aceito que, em tese, o filme poderia ser melhor produzido mas, por outro lado, eu não sei dizer como, até BOA PARTE dos seus "defeitos" são importantes para mostrar o que ele (filme) deseja, para conseguir chegar no objetivo primeiro da obra que é (repetindo) mostrar os horrores cometidos por lá (Chile) por chilenos e ALEMÃES!

Eu até posso estar supervalorizando este filme, mas confesso que há tempos eu não me incomodava tanto com cenas de tortura, com cenas como a da prisão do casal, ou a cena no estádio (que não vou contar pra não estragar) o clima tenso que o filme consegue trazer em várias ocasiões realmente te coloca dentro dele (filme). Ao mesmo tempo eu confesso que acabei de ver o filme e já corri a pesquisar sobre a "Colonia", o que me deixou mais incomodado e dando mais mérito ao filme...



Ok, ok o final é super boboquinha e inverossímil, ainda mais levando em conta que era uma Ditadura numa republiqueta de bananas, mas como ele só serviu para o que finais normalmente servem, ou seja, dar um desfecho à trama, dá pra desconsiderar...

O que mais, o que mais? Ah sim! as atuações estão muito boas e (acho que já deu pra entender, mas vale reforçar que) eu aconselho muito este filme, principalmente para que vocês conheçam algo que existiu na vida real (infelizmente) e teve várias facetas e variações, inclusive aqui no Brasil onde tivemos, por exemplo, o Manicômio de Barbacena - MG que, embora não tenha sido a sede de uma seita, e (acho) não tenha alemães/nazistas envolvidos (aleluia irmãos) serviu para o mesmo propósito da "Colonia Chilena", como vocês podem ver no documentário "Holocausto Brasileiro".

Concluindo digo (o que vocês já repararam, ou seja) que este filme mexeu muito comigo (o que eu adoro, frise-se!!).




Ficha técnica

  • Direção: Florian Gallenberger  
  • Produção - Christian Becker, Benjamin Herrmann, James Spring, Nicolas Steil e Patrick Zorer
  • Roteiro: Torsten Wenzel e Florian Gallenberger
  • Música - André Dziezuk e Fernando Velázquez
  • Fotografia - Alex Aach 
  • Distribuição - Universal Pictures
  • Estreia - 13 September 2015  no  "Toronto International Film Festival"
  • Duração -110 mins
  • Idioma - Inglês e espanhol
  • Elenco -
     Emma Watson     ... Lena
     Daniel Brühl     ... Daniel
     Michael Nyqvist ... Paul Schäfer
     Richenda Carey     ... Gisela
     Vicky Krieps     ... Ursel
     Jeanne Werner     ... Doro
     Julian Ovenden     ... Roman
     August Zirner     ... Embaixador Alemão
     Martin Wuttke     ... Niels Biedermann
     Nicolás Barsoff ... Jorge
     Steve Karier     ... Bernd
     Stefan Merki     ... Rudi
     Lucila Gandolfo ... Médico da Colonia
     Marcelo Vilaro     ... General Pinochet
     Johannes Allmayer ... Dieter
     Gilles Soeder     ... Kurt
     Oscar Ali Garci ... Interrogador   
     Katharina Müller-Elmau, Paul Herwig, Etienne Halsdorf, Jules Waringo, Johannes Frolich, Lauren Jane Pringle, Alexia Moyano, Lydia Stevens, Natalia Señorales, Melania Lenoir, Justina Bustos, Pietro Gian, Iván Espeche, Gastón Filgueira, Martine Conzemius,
Cuco Wallraff, Pedro Merlo, Lalo Rotaveria, Carlos Alejandro Lopez, Jose Antonio Coello Porras, Stephan Szasz, Edgar Moro, Jasper Timm, Rouven Blessing, César Bordón, Herbert Forthuber, Éric Gigout e Ariel Nuñez Di Croce.

Até a próxima!!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Sinopse

No site oficial do filme (que eu aconselho muito a visita) descobrimos que em Hostel II, três jovens americanas estudantes de arte em Roma saem para uma viagem de fim de semana seguindo uma linda modelo que conheceram em um de suas aulas. No caminho para o destino exótico, a bela convida as garotas para acompanhá-la, assegurando que elas poderão relaxar e rejuvenescer. Irão as garotas encontrar o oasis que estão procurando? Ou se tornarão vítimas, joguetes nas mãos de pessoas doentes e desequilibradas que viajam secretamente pelo mundo em busca de novos prazeres?


Curiosidades

  • O personagem "Sra Bathory" (Monika Malácová) que se banha em sangue virgem é baseado em uma mulher real. Elizabeth Bathory foi a "Blood Countess" da Hungria que aterrorizou toda aquela região no final dos anos 1500 e início dos anos 1600, e possui a fama de ter matado mais de 600 jovens servas e camponeses ao longo de sua vida. A lenda é que ela se banhava no sangue de virgens, a fim de manter sua beleza;
  • Juntos, os dois filmes "Hostel" tiveram um custo total de 15 milhões de dólares e arrecadaram um total de US $ 115 milhões de dólares, em todo o mundo, tornando-se uma das franquias de terror mais rentáveis até então;
  • Por causa da quantidade excessiva de nudez feminina no primeiro filme, Eli Roth recebeu algumas críticas de fãs mulheres e, por isso, na primeira cena de nudez do segundo filme, ele fez questão de incluir uma breve cena de um homem totalmente nu;
  • A cabeça cortada de Eli Roth pode ser vista dentre outras que aparecem durante o filme. No entanto, a cabeça de Quentin Tarantino não está em nenhuma cena (Roth observa nos comentários do DVD que a pessoa que ele usou é muitas vezes confundida como Tarantino, mas não é ele);
  • Ruggero Deodato: o diretor do controverso filme de 1980 Holocausto Canibal (que eu já vi e um diga arrumo estômago para resenhá-lo) tem uma breve aparição como um personagem canibal no filme;
  • Quando Beth está na sala de Axelle e está olhando ao redor, pode-se ver Axelle em uma foto com Natalya e Svetlana, as duas meninas do primeiro Hostel (2005). 

Impressões


Confesso que tenho medo de continuações, ainda mais quando de filmes que gostei, e conversando com um conhecido antes de assistir este filme até cheguei a comentar: "Vou assistir pois terei que fazer o trabalho sujo, já que comentei o primeiro...". Pois bem, assisti e conclui que estava totalmente enganado!! O filme é quase ótimo!!!

Eu já convidei vocês a visitar o site oficial do filme não é? Pois visitem e rodem por tudo lá, só o site já embrulha o estômago, além de mexer com o psicológico de forma absurdamente interessante...

Feito tal convite, venho fazer mais um convite, hoje estou convidativo, qual seja, convido a visitarem aqui no O.I. mesmo, o comentário do primeiro filme...
Visitaram? Passearam? Voltaram?

Pois bem...
Hostel II...
O que dizer de Hostel II?

Olhando o tópico antigo/aviso/desse filme, vocês deverão ter visto que Eli Roth pretendia mostrar que existe uma cadeia de lugares parecidos pelo mundo e que uma grande organização está por trás desses estabelecimentos de tortura (Ele conseguiu, de forma sutil e perturbadora, ele realmente conseguiu!!), ele dizia que a história seguiria exatamente do momento em que o anterior terminou, com o sobrevivente no interior do trem (Ele também fez isso, alias a jogada que ele criou p/fazer isso e ligar todos os pontos, foi GENIAL, caí feito um pato!!), e além desses pontos ele prometia um filme mais sombrio que o primeiro...



Sigo dessa última promessa para, inicialmente, dizer que ele também conseguiu isso, e mais, ele fez um filme que é sombrio, nem tanto pelo sangue e tal, mas principalmente pela possibilidade muito bem retratada de tudo aquilo existir!!!

Tempos atrás (muito tempo alias) eu estava vendo uma palestra do genial Zé do Caixão (sim, eu fiz isso) e, nela, Tio Mojica dizia que sangue e monstros americanos do tipo Jason, Fred e tal, não são terror de verdade, não aterrorizam de verdade, são mais fogos de artifcio, fru fru, do que terror de verdade, o Mestre ensinava que se o desejo é aterrorizar, basta usar bem a realidade, usar elementos, perversidades do dia dia normal, e ao que tudo indica Eli Roth deve pensar igual ou então (e eu não duvido, pois o Tio Mojica é cultuado no exterior) assistiu/ouviu o mesmo, afinal Hostel II, incomoda de verdade, faz você realmente acreditar que aquilo é possível, que aquilo existe e, de certa forma, pelo menos p/mim, me deixou com receio de brincar lá no site oficial...



Vários pontos, várias cenas, jogos de cenas, partes do roteiro, fotografia, análises psicológicas, poderiam ser citadas aqui e fariam o tópico enorme, porém tais textos e comentários estragariam a experiência de vocês, portanto vou parando aqui e termino, realmente aconselhando que (quem gosta do, e/ou aguenta, o gênero) ASSISTAM!! E, após assistir, REFLITAM a respeito!!

Ah! Eu continuo sem coragem de contrariar crianças do Leste Europeu!!

MEEEEEEEEEEEEEEEEDO!!!!


Ficha Técnica:

  • Título Original - Hostel - Part II
  • País -  USA, República Tcheca, Italia, Islândia, Eslováquia
  • Direção - Eli Roth
  • Roteiro - Eli Roth
  • Produção - Chris Briggs, Mike Fleiss, Eli Roth
  • Música - Nathan Barr
  • Estreia - 07 junho 2007 (Eslováquia)
  • Duração - 94 min
  • Elenco -  
       Lauren German - Beth
       Roger Bart -  Stuart
       Heather Matarazzo - Lorna
       Bijou Phillips - Whitney
       Richard Burgi - Todd
       Vera Jordanova - Axelle
       Jay Hernandez - Paxton
       Jordan Ladd - Stephanie
       Milan Knazko - Sasha
       Edwige Fenech - Art Class Professor
       Stanislav Ianevski - Miroslav
       Patrik Zigo - Bubblegum Gang Leader
       Zuzana Geislerová - Inya
       Ivan Furak - Big Guard
       Monika Malácová - Mrs. Bathory

Até a próxima!! (que deverá ser com Hostel III)




F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

Quer saber as novidades em 1ª mão???

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