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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Filme que conta a historia de mocinhos e mocinhas fofas e rosadas, norte americanas, vindo ajudar o povo sub nutrido sul americano a parar de devastar suas matas e, por tabela, encontra índios canibais malvadões pelo caminho... Hmmm! 



Olhando assim, chega a parecer um repeteco da fórmula clássica e medíocre (Turistas seria "O" grande exemplo) e uma imitação barata de filmes no estilo das (também) clássicas obras de Ruggero Deodato, mas...


Vocês se lembram daquele viral de 2012 (considerado o viral mais rápido da história), "Kony 2012", produzido pela Ong Invisible Children, que tinha como principal objetivo (declarado) revelar ao mundo as atrocidades cometidas por Joseph Kony, líder do grupo guerrilheiro/religioso de Uganda (Exército de Resistência do Senhor, ou LRA) acusado de aliciamento, assassinato, estupro e mutilação de mais de 30 mil crianças nos últimos 20 anos? Lembram do rolo que deu (muitas críticas e descobertas de outras POSSÍVEIS razões não tão humanitárias tais como angariar doações, levar os EUA à guerra, vaidade, autopromoção pura e simples...)?

Pois é, esta foi a verdadeira inspiração (este caso e seus desmembramentos) para Eli Roth criar, com a trama de "Green Inferno", uma crítica ao slacktivism (ativismo preguiçoso ou, pra nós, ativismo de sofá) e, em função disto, fui assistir e cá está uma matéria a respeito...

Estão comigo?

Borandar então!





Resumo (oficial)
Um grupo de universitários, ativistas, viaja para a Amazônia (Peruana) para salvar a floresta tropical e logo descobrem que não estão sozinhos, e que nenhuma boa ação fica impune.


Curiosidades
  • Os posters no quarto de Justine são de "Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída" de 1981 (preciso rever este filme) e "Betty Blue" de 1986;
  • Não parem de assistir o filme quando ele acabar, pois os créditos finais são interrompidos após cerca de 20 segundos para uma cena de Lucille (a irmã de Alejandro) chamando Justine e dizendo-lhe que...

  • Por falar em cenas finais, bom, assistam tudo pois o filme "não acaba no fim..." ;
  • Eu realmente gosto de ver os créditos finais e nos deste filme, pudemos ver uma menção/homenagem aos habitantes locais, que diz: "Feito com a participação generosa do povo de Callanayacu Peru. Obrigado por nos acolher em sua bela aldeia. Estamos ansiosos para jantar com você novamente em breve";

  • Vemos (nos créditos) também uma menção/homenagem à Rugero Deodato e a Brad Pit;
  • Descobrimos, nos créditos, (e vocês já devem ter visto no print acima) os twitters de boa parte do elenco (já escrevi para alguns...);
  • E, podemos ver , nos créditos, uma homenagem ao gênero de filmes de terror voltados ao canibalismo...


Impressões

Já de cara devo dizer que o filme não é uma maravilha, não mexeu comigo como o primeiro "Albergue", mas foi uma surpresa interessante, seja pelo fato de eu estar com expectativas muito baixas, seja pela pesquisa pós filme que me fez descobrir as razões reais para a criação do filme.

E, justamente com este conhecimento, passei a entender melhor e até gostar deste filme que, usando de estereótipos clássicos do ativismo (como o/a líder mais preocupado em aparecer e ser reconhecido como "O/A" cara/mina, mais preocupado com uma agenda paralela, mais pessoal e paralela ou bem distante da causa original; a homossexual ativista veterana que esta mais preocupada em catar todas as novinhas idealistas e curiosas -da mesma forma que o hétero, macho alfa, que aceita ficar abaixo do líder, pra, também, se dar bem com a mulherada "que sobrar"-, os/as integrantes sérios, idealistas e puros -que, geralmente, são os que se ferram, são usados, vão presos, apanham, são processados e, no filme, morrem- e os/as integrantes que estão na causa pela diversão, pelo status, pela aceitação e outras razões que não a original) e de situações fechadas em microcosmos (sem precisar de um orçamento de blockbuster), consegue, do seu jeito/estilo (sangue e mortes visualmente histéricas) fazer sua crítica social e acordar a plateia.

Outra coisa que gostei foi descobrir que não era uma refilmagem dos clássicos, não era uma releitura, mas o tema "Canibais" (que o Eli Roth, assumidamente, tanto gosta) só foi usado como homenagem ao gênero, e pano de fundo para a crítica...

Lógico que tem cenas sofríveis e desnecessárias (o que foi o líder relaxando na cela?!?), lógico que não é um filme que vou lembrar daqui umas semanas, mas é bom, bem feito, tem começo, meio e fim, tem uma pequena e básica montanha russa de emoções e tem as situações de tensão (e suas soluções) bem montadinhas e bem aceitáveis.

Com relação à crítica em si, talvez não seja todo mundo que vá entender, gostar, sacar, se sensibilizar e, não, eu não sou um gênio super sensível e com preparo intelectual acima da média mas... Por estar há anos convivendo (também) com este problema/questão do "ativismo de sofá", por já ter acompanhado (inclusive profissionalmente aqui pro O.I.) vários grupos, pessoas, situações e ideologias, acabei conseguindo (sem tentar) me achar, me ver e ver muita gente nos personagens CARICATURAIS e nas questões tocadas no filme.

Por fim, aconselho que conheçam o filme e deem uma googlada para (que não conhece ou esqueceu) saber mais sobre o Kony 2012 e todas polêmicas que vieram após sua veiculação...

O que mais, o que mais?

Ah sim! Visitem o twitter oficial, tem tweets batutas...



Ficha técnica 
  • Direção: Eli Roth
  • Roteiro: Eli Roth e Guillermo Amoedo
  • Lançamento: Embora tenha sido apresentado para o mundo, no Canadá em 08 de Setembro de 2013     (Toronto International Film Festival), em 2014 a distribuidora do filme vazou (pois é, deixou eles na mão), problema este que só foi "solucionado" em setembro de 2015 (por isso que o filme é considerado de 2015 ou até 2016 -ano do lançamento do DVD);
  • Musica: Manuel Riveiro 
  • Site oficial (em japonês, não me perguntem pq): http://green-inferno.jp/
  • Facebook oficial: https://www.facebook.com/TheGreenInferno#
  • Twitter oficial: https://twitter.com/TheGreenInferno
  • Tumblr oficial: http://greeninfernomovie.tumblr.com/
  • Paises: EUA, Chile Canadá 
  • Locações: Tarapoto/Peru, Santiago/Chile, Nova York/EUA
  • Duração: 100 min 
  • Elenco: (Vamos aproveitar os créditos finais novamente?)



Até a próxima!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Sinopse

No site oficial do filme (que eu aconselho muito a visita) descobrimos que em Hostel II, três jovens americanas estudantes de arte em Roma saem para uma viagem de fim de semana seguindo uma linda modelo que conheceram em um de suas aulas. No caminho para o destino exótico, a bela convida as garotas para acompanhá-la, assegurando que elas poderão relaxar e rejuvenescer. Irão as garotas encontrar o oasis que estão procurando? Ou se tornarão vítimas, joguetes nas mãos de pessoas doentes e desequilibradas que viajam secretamente pelo mundo em busca de novos prazeres?


Curiosidades

  • O personagem "Sra Bathory" (Monika Malácová) que se banha em sangue virgem é baseado em uma mulher real. Elizabeth Bathory foi a "Blood Countess" da Hungria que aterrorizou toda aquela região no final dos anos 1500 e início dos anos 1600, e possui a fama de ter matado mais de 600 jovens servas e camponeses ao longo de sua vida. A lenda é que ela se banhava no sangue de virgens, a fim de manter sua beleza;
  • Juntos, os dois filmes "Hostel" tiveram um custo total de 15 milhões de dólares e arrecadaram um total de US $ 115 milhões de dólares, em todo o mundo, tornando-se uma das franquias de terror mais rentáveis até então;
  • Por causa da quantidade excessiva de nudez feminina no primeiro filme, Eli Roth recebeu algumas críticas de fãs mulheres e, por isso, na primeira cena de nudez do segundo filme, ele fez questão de incluir uma breve cena de um homem totalmente nu;
  • A cabeça cortada de Eli Roth pode ser vista dentre outras que aparecem durante o filme. No entanto, a cabeça de Quentin Tarantino não está em nenhuma cena (Roth observa nos comentários do DVD que a pessoa que ele usou é muitas vezes confundida como Tarantino, mas não é ele);
  • Ruggero Deodato: o diretor do controverso filme de 1980 Holocausto Canibal (que eu já vi e um diga arrumo estômago para resenhá-lo) tem uma breve aparição como um personagem canibal no filme;
  • Quando Beth está na sala de Axelle e está olhando ao redor, pode-se ver Axelle em uma foto com Natalya e Svetlana, as duas meninas do primeiro Hostel (2005). 

Impressões


Confesso que tenho medo de continuações, ainda mais quando de filmes que gostei, e conversando com um conhecido antes de assistir este filme até cheguei a comentar: "Vou assistir pois terei que fazer o trabalho sujo, já que comentei o primeiro...". Pois bem, assisti e conclui que estava totalmente enganado!! O filme é quase ótimo!!!

Eu já convidei vocês a visitar o site oficial do filme não é? Pois visitem e rodem por tudo lá, só o site já embrulha o estômago, além de mexer com o psicológico de forma absurdamente interessante...

Feito tal convite, venho fazer mais um convite, hoje estou convidativo, qual seja, convido a visitarem aqui no O.I. mesmo, o comentário do primeiro filme...
Visitaram? Passearam? Voltaram?

Pois bem...
Hostel II...
O que dizer de Hostel II?

Olhando o tópico antigo/aviso/desse filme, vocês deverão ter visto que Eli Roth pretendia mostrar que existe uma cadeia de lugares parecidos pelo mundo e que uma grande organização está por trás desses estabelecimentos de tortura (Ele conseguiu, de forma sutil e perturbadora, ele realmente conseguiu!!), ele dizia que a história seguiria exatamente do momento em que o anterior terminou, com o sobrevivente no interior do trem (Ele também fez isso, alias a jogada que ele criou p/fazer isso e ligar todos os pontos, foi GENIAL, caí feito um pato!!), e além desses pontos ele prometia um filme mais sombrio que o primeiro...



Sigo dessa última promessa para, inicialmente, dizer que ele também conseguiu isso, e mais, ele fez um filme que é sombrio, nem tanto pelo sangue e tal, mas principalmente pela possibilidade muito bem retratada de tudo aquilo existir!!!

Tempos atrás (muito tempo alias) eu estava vendo uma palestra do genial Zé do Caixão (sim, eu fiz isso) e, nela, Tio Mojica dizia que sangue e monstros americanos do tipo Jason, Fred e tal, não são terror de verdade, não aterrorizam de verdade, são mais fogos de artifcio, fru fru, do que terror de verdade, o Mestre ensinava que se o desejo é aterrorizar, basta usar bem a realidade, usar elementos, perversidades do dia dia normal, e ao que tudo indica Eli Roth deve pensar igual ou então (e eu não duvido, pois o Tio Mojica é cultuado no exterior) assistiu/ouviu o mesmo, afinal Hostel II, incomoda de verdade, faz você realmente acreditar que aquilo é possível, que aquilo existe e, de certa forma, pelo menos p/mim, me deixou com receio de brincar lá no site oficial...



Vários pontos, várias cenas, jogos de cenas, partes do roteiro, fotografia, análises psicológicas, poderiam ser citadas aqui e fariam o tópico enorme, porém tais textos e comentários estragariam a experiência de vocês, portanto vou parando aqui e termino, realmente aconselhando que (quem gosta do, e/ou aguenta, o gênero) ASSISTAM!! E, após assistir, REFLITAM a respeito!!

Ah! Eu continuo sem coragem de contrariar crianças do Leste Europeu!!

MEEEEEEEEEEEEEEEEDO!!!!


Ficha Técnica:

  • Título Original - Hostel - Part II
  • País -  USA, República Tcheca, Italia, Islândia, Eslováquia
  • Direção - Eli Roth
  • Roteiro - Eli Roth
  • Produção - Chris Briggs, Mike Fleiss, Eli Roth
  • Música - Nathan Barr
  • Estreia - 07 junho 2007 (Eslováquia)
  • Duração - 94 min
  • Elenco -  
       Lauren German - Beth
       Roger Bart -  Stuart
       Heather Matarazzo - Lorna
       Bijou Phillips - Whitney
       Richard Burgi - Todd
       Vera Jordanova - Axelle
       Jay Hernandez - Paxton
       Jordan Ladd - Stephanie
       Milan Knazko - Sasha
       Edwige Fenech - Art Class Professor
       Stanislav Ianevski - Miroslav
       Patrik Zigo - Bubblegum Gang Leader
       Zuzana Geislerová - Inya
       Ivan Furak - Big Guard
       Monika Malácová - Mrs. Bathory

Até a próxima!! (que deverá ser com Hostel III)




sábado, 17 de setembro de 2005

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


 

Resumo:

Buscando aventura e diversão, dois amigos universitários Paxton e Josh colocam o pé na estrada em uma mochilada pela Europa. Pelo caminho conhecem um novo amigo, Oli, um islandês que a eles se junta e os leva a seguir para o que seria o "paraíso dos mochileiros americanos", ou seja, um determinado e afastado albergue (hostel), cheio de mulheres do Leste Europeu desesperadas por jovens estudantes norte americanos. Os dois amigos chegam e rapidamente se apaixonam pelas belezas exóticas das dadivosas Natalya e Svetlana com quem passam a interagir e, após uma noitada, tem início toda uma série de situações que vão se desenrolando de forma cada vez mais sinistra, levando o espectador  para os locais mais escuros e mais doentios da natureza humana. Tudo devidamente acobertado por uma vasta rede de corrupção do governo pós-comunista.

 
Curiosidades?

  • O interior do matadouro foi filmado em uma ala (de um hospital psiquiátrico em funcionamento, construído em Praga, em 1910) que tinha sido fechada há mais de 50 anos. O porão era tão assustador que Eli Roth teve um quarteto de cordas, durante as filmagens, tocando música clássica para torná-lo mais aconchegante; 
  • Eli Roth contratou crianças de rua, reais, para criar aquela gang, que ainda me tira o sono;
  • Eli Roth pediu perdão ao Presidente da Islândia por mostrar islandeses como sendo maníacos sexuais, bêbados e com péssimo caráter (contam que o presidente riu e deu a Roth o perdão, dizendo que esta imagem representava um lado de islandeses nunca antes mostrado nos filmes);
  • Roth também fez um pedido formal de desculpas ao ministro islandês da Cultura, por todos os danos que o filme "O Albergue (2005)" poderia causar à reputação turística da Islândia;
  • Mais de 150 litros de sangue foram utilizados na realização do filme, quase três vezes a quantidade usada no primeiro filme de Eli Roth "Cabana do Inferno" (2002);
  • Quando Paxton, Josh e Oli chegam ao albergue, o pessoal da pousada está assistindo a um filme na TV. Este filme é "Pulp Fiction: Tempo de Violência" (1994) de Quentin Tarantino que, não por acaso era um dos produtores de "Hostel");
  • Na versão sem cortes do filme, a palavra "fuck" é falada 128 vezes;
  • Eli Roth queria fazer a estreia mundial do filme no "Islândia Film Festival" de 2005. Durante o festival, Roth e Quentin Tarantino ganharam o título de Vikings honorários em Viking Village, e em uma cerimônia organizada por Eythor Gudjonsson, ganharam o nome islandês de Eli Sheldonsson (Roth) e é Quentin Conniesson (Tarantino); 
  • O filme ainda teve mais duas "continuações" uma em 2007 e outra em 2011;
  • O filme além de fazer referência a vários outros filmes, principalmente de terror como "A Mansão do Pesadelo" (1973), "O Homem de Palha" (1973), "O Massacre da Serra Elétrica" (1974), "O Iluminado" (1980), e até "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" (2001), acaba também sendo uma grande fonte de inspiração, citação e lembranças para vários outros filmes e seriados que vieram a seguir, incluindo, logicamente as duas "continuações" uma em 2007 e outra em 2011, que foram feitas.


Impressões:



Quem me conhece, sabe que eu não gosto da pseudo genialidade doentia do QT...
Quem me conhece, sabe que eu achei ridícula a sequência Tarantínica do episódio duplo, final, da quinta temporada de CSI - Las Vegas. Me refiro àquela sequência (repito) ridícula na sala de autópsia(ou, para quem preferir, necrópsia)...
Mas, tá bom!! Eu assumo que gostei desse filme!

Definitivamente é um filme PERTURBADOR!!
Eu até...
  • Poderia citar falhas;
  • Poderia comentar da história (espero que totalmente surreal);
  • Poderia dizer (e estaria falando sério) que não pretendo, nunca, contrariar crianças do Leste Europeu;
  • Poderia dizer que gostei muito do Elenco feminino;
  • Poderia dizer que aquela música assobiada é um porre;
  • Poderia dizer que fiquei feliz de só ver um dedo de Tarantino, na "homenagem" feita ao filme "Pulp Fiction".
Poderia enfim dizer muitas coisas mas, embora eu aconselhe MUITO este filme (para quem tem estômago), só irei repetir que é...
PERTUBADOR




Ficha Técnica:
  • Titulo Original - Hostel
  • País - Estados Unidos
  • Direção -  Eli Roth
  • Produção Executiva -  Quentin Tarantino 
  • Roteiro -  Eli Roth
  • Gênero - Terror
  • Site Oficial -  http://www.hostelfilm.com/
  • Estréia - 17 de setembro de 2005 (Toronto International Film Festival)
  • Duração -  95 min
  • Elenco (principal):

    Jay Hernandez- Paxton
    Derek Richardson- Josh
    Eythor Gudjonson- Óli
    Barbara Nedeljakova- Natalya
    Jan Vlasák- O empresário alemão
    Jana Kaberabkova- Svetlana
    Jennifer Lim- Kana
    Keiko Seiko Yuki
    Lubomir Bukovy- Alex
    Jana Havlickova- Vala



E...
Até a próxima!



F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

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