quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vocês leram a matéria da Revista veja??

Leram? Não? Acabaram de ler? Ok...

Mas essa matéria é de 2015!!!!?????  CALMA!! Este post/lembrança está sendo escrito/lembrado em 04/01/2015...

Dada a explicação acima, vale recomeçar contando que em 16 de outubro de 2008, após um período de quase um mês em greve, os grevistas, policiais civis, resolveram marchar até o Palácio dos Bandeirantes...

Eu já vinha "monitorando"/acompanhando/estudando esta greve quase que desde o começo, alias, saibam vcs que, por aqui passarem, eu, neste dia, acompanhei tudo, ao vivo, quase que desde o começo mas, infelizmente, na época, estava sem equipamento adequado então não trarei fotos e usarei vídeos de terceiros...

Pois bem...

A manifestação começou pacífica até que...


Aí tudo desandou como SEMPRE desanda quando o ESTADO solta os cães em manifestantes...

(E quando eu falo em cães, não me refiro de forma pejorativa, até pq amo animais, até mais do que amo muitos humanos... A comparação se deve a domesticação/treinamento/adestramento que ambos os seres vivos citados recebem fazendo com que uns domem a sua irracionalidade natural e outros adquiram uma irracionalidade mais segura -pois conforme o treinamento, na hora que vc pensa e discute uma ordem, vc passa a correr risco de vida e por em risco os que estão com vc-)


Antes de continuar, penso que vale corrigir/contar que, no vídeo acima, o "Civil" que subiu no carro, na verdade era um PM a paisana, mais especificamente o "Major Olímpio".

Explicado isto, vejam no vídeo abaixo, a razão do título escolhido nesta matéria...

Alias, diga-se, a razão DESTA MATÉRIA, qual seja:

"Aqui é tudo puliça, rapah!! Nóis num somu professor!!!"


Viram/ouviram?? Ok...

Vamos continuar indo para o último vídeo da trilogia... (foi duro reencontrar estes vídeos hoje - 04 jan 2015... Até os salvei, por segurança, no nosso canal -)

Mas, pois bem...

Repararam que no vídeo abaixo, dentre outras frases, temos a pérola:
"tem mais de 3000 homi armado aqui, bicho, ATÉ AS MUIÉ tão armada!!"


É...
  • Repararam no povo usando máscara/balaclava??
  • Repararam nas armas de fogo empunhadas??
  • Repararam no pensamento (infelizmente) adestrado e arrotado por ALGUNS destas categorias??
  • Repararam como até a Polícia Civil de Sampa (uma das melhores do Brasil e do mundo) age quando é reprimida pela PM??
  • Repararam nos machucados e no sangue??
  • Repararam no uso de viaturas e nas viaturas quebradas??
  • Imaginaram se não fossem Policiais Civis neste enfrentamento (ou em um enfrentamento igual e nas mesmas condições/proporções que este) mas qualquer outra categoria??
Pois é...

Tantas perguntas, tantas outras não feitas...

Aí, na véspera do início do novo ciclo de trabalhos do movimento Passe Livre, nós fazemos uma retrospectiva dos fatos e acontecimentos ocorridos desde junho de 2013 e lembramos que muitos Civis que estavam aí neste 16 de outubro, muitos Civis que não estavam mas torceram ou se horrorizaram de longe, muitos deles, enfim, em 2013 estavam ladeando, aceitando por no papel e dar guarida às histórias/lendas/abusos/distorções/mentiras/flagrantes forjados e outras coisas podres ordenadas por MAUS políticos e (ou) patrocinadas por MAUS militares, contra outras classes que, embora tenham cometido SIM alguns abusos, embora tenham usado máscaras, embora até tenham quebrado uma viatura ou outra, SÓ QUERIAM SE MANIFESTAR POR DIREITOS LEGÍTIMOS (sem uso de armas, viaturas e treinamento para combate...).

Fica pra pensar...

E, não, não acho que a Polícia Civil deveria se unir aos manifestantes e levar o caos para as ruas (embora todo movimento revolucionários, desde MUITO antes dos Zapatistas sonhe, idealize esta cena dos opressores baixando as armas e se unido aos oprimidos, mas), este não é o ponto, o ponto é que "pau que dá em Chico, também dá em Francisco", portanto o mínimo que a Civil deveria fazer (na humilde opinião deste blog) é ter coragem de deixar de ser MAIS UM cachorrinho de algum MAU governante e DIZER NÃO aos abusos, ilegalidades, crimes até, cometidos contra manifestantes e, quiçá, até repreendê-los com vigor (pois este é o seu papel constitucional...) Afinal, é como eu sempre digo Médico, Advogado, Policial, Fardado que comete crime, deixa de ser médico, advogado, policial, fardado que comete crime e passa a ser, simplesmente, como diria Forrest Gump, um criminoso... E quem se une a criminoso é cúmplice...

Até a próxima... E que comecem os jogos (estaremos lá OBSERVANDO)






quinta-feira, 7 de junho de 2007

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Sinopse

No site oficial do filme (que eu aconselho muito a visita) descobrimos que em Hostel II, três jovens americanas estudantes de arte em Roma saem para uma viagem de fim de semana seguindo uma linda modelo que conheceram em um de suas aulas. No caminho para o destino exótico, a bela convida as garotas para acompanhá-la, assegurando que elas poderão relaxar e rejuvenescer. Irão as garotas encontrar o oasis que estão procurando? Ou se tornarão vítimas, joguetes nas mãos de pessoas doentes e desequilibradas que viajam secretamente pelo mundo em busca de novos prazeres?


Curiosidades

  • O personagem "Sra Bathory" (Monika Malácová) que se banha em sangue virgem é baseado em uma mulher real. Elizabeth Bathory foi a "Blood Countess" da Hungria que aterrorizou toda aquela região no final dos anos 1500 e início dos anos 1600, e possui a fama de ter matado mais de 600 jovens servas e camponeses ao longo de sua vida. A lenda é que ela se banhava no sangue de virgens, a fim de manter sua beleza;
  • Juntos, os dois filmes "Hostel" tiveram um custo total de 15 milhões de dólares e arrecadaram um total de US $ 115 milhões de dólares, em todo o mundo, tornando-se uma das franquias de terror mais rentáveis até então;
  • Por causa da quantidade excessiva de nudez feminina no primeiro filme, Eli Roth recebeu algumas críticas de fãs mulheres e, por isso, na primeira cena de nudez do segundo filme, ele fez questão de incluir uma breve cena de um homem totalmente nu;
  • A cabeça cortada de Eli Roth pode ser vista dentre outras que aparecem durante o filme. No entanto, a cabeça de Quentin Tarantino não está em nenhuma cena (Roth observa nos comentários do DVD que a pessoa que ele usou é muitas vezes confundida como Tarantino, mas não é ele);
  • Ruggero Deodato: o diretor do controverso filme de 1980 Holocausto Canibal (que eu já vi e um diga arrumo estômago para resenhá-lo) tem uma breve aparição como um personagem canibal no filme;
  • Quando Beth está na sala de Axelle e está olhando ao redor, pode-se ver Axelle em uma foto com Natalya e Svetlana, as duas meninas do primeiro Hostel (2005). 

Impressões


Confesso que tenho medo de continuações, ainda mais quando de filmes que gostei, e conversando com um conhecido antes de assistir este filme até cheguei a comentar: "Vou assistir pois terei que fazer o trabalho sujo, já que comentei o primeiro...". Pois bem, assisti e conclui que estava totalmente enganado!! O filme é quase ótimo!!!

Eu já convidei vocês a visitar o site oficial do filme não é? Pois visitem e rodem por tudo lá, só o site já embrulha o estômago, além de mexer com o psicológico de forma absurdamente interessante...

Feito tal convite, venho fazer mais um convite, hoje estou convidativo, qual seja, convido a visitarem aqui no O.I. mesmo, o comentário do primeiro filme...
Visitaram? Passearam? Voltaram?

Pois bem...
Hostel II...
O que dizer de Hostel II?

Olhando o tópico antigo/aviso/desse filme, vocês deverão ter visto que Eli Roth pretendia mostrar que existe uma cadeia de lugares parecidos pelo mundo e que uma grande organização está por trás desses estabelecimentos de tortura (Ele conseguiu, de forma sutil e perturbadora, ele realmente conseguiu!!), ele dizia que a história seguiria exatamente do momento em que o anterior terminou, com o sobrevivente no interior do trem (Ele também fez isso, alias a jogada que ele criou p/fazer isso e ligar todos os pontos, foi GENIAL, caí feito um pato!!), e além desses pontos ele prometia um filme mais sombrio que o primeiro...



Sigo dessa última promessa para, inicialmente, dizer que ele também conseguiu isso, e mais, ele fez um filme que é sombrio, nem tanto pelo sangue e tal, mas principalmente pela possibilidade muito bem retratada de tudo aquilo existir!!!

Tempos atrás (muito tempo alias) eu estava vendo uma palestra do genial Zé do Caixão (sim, eu fiz isso) e, nela, Tio Mojica dizia que sangue e monstros americanos do tipo Jason, Fred e tal, não são terror de verdade, não aterrorizam de verdade, são mais fogos de artifcio, fru fru, do que terror de verdade, o Mestre ensinava que se o desejo é aterrorizar, basta usar bem a realidade, usar elementos, perversidades do dia dia normal, e ao que tudo indica Eli Roth deve pensar igual ou então (e eu não duvido, pois o Tio Mojica é cultuado no exterior) assistiu/ouviu o mesmo, afinal Hostel II, incomoda de verdade, faz você realmente acreditar que aquilo é possível, que aquilo existe e, de certa forma, pelo menos p/mim, me deixou com receio de brincar lá no site oficial...



Vários pontos, várias cenas, jogos de cenas, partes do roteiro, fotografia, análises psicológicas, poderiam ser citadas aqui e fariam o tópico enorme, porém tais textos e comentários estragariam a experiência de vocês, portanto vou parando aqui e termino, realmente aconselhando que (quem gosta do, e/ou aguenta, o gênero) ASSISTAM!! E, após assistir, REFLITAM a respeito!!

Ah! Eu continuo sem coragem de contrariar crianças do Leste Europeu!!

MEEEEEEEEEEEEEEEEDO!!!!


Ficha Técnica:

  • Título Original - Hostel - Part II
  • País -  USA, República Tcheca, Italia, Islândia, Eslováquia
  • Direção - Eli Roth
  • Roteiro - Eli Roth
  • Produção - Chris Briggs, Mike Fleiss, Eli Roth
  • Música - Nathan Barr
  • Estreia - 07 junho 2007 (Eslováquia)
  • Duração - 94 min
  • Elenco -  
       Lauren German - Beth
       Roger Bart -  Stuart
       Heather Matarazzo - Lorna
       Bijou Phillips - Whitney
       Richard Burgi - Todd
       Vera Jordanova - Axelle
       Jay Hernandez - Paxton
       Jordan Ladd - Stephanie
       Milan Knazko - Sasha
       Edwige Fenech - Art Class Professor
       Stanislav Ianevski - Miroslav
       Patrik Zigo - Bubblegum Gang Leader
       Zuzana Geislerová - Inya
       Ivan Furak - Big Guard
       Monika Malácová - Mrs. Bathory

Até a próxima!! (que deverá ser com Hostel III)




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006




Direção: David J. Burke
Roteiro: David J. Burke
Elenco:
  • Morgan Freeman .... Ashford
  • Kevin Spacey .... Wallace
  • Justin Timberlake .... Pollack
  • LL Cool J .... Deed
  • Dylan McDermott .... Lazerov
  • John Heard .... Tilman
  • Cary Elwes .... Reigert
  • Roselyn Sanchez .... Maria
  • Damien Wayans .... Isiaha
  • Garfield Wilson .... Rook
  • Marco Sanchez .... Reyes
  • Darryl Quon .... Wu
  • Andrew Jackson .... Ives
  • Timothy Paul Perez .... Butler
  • Piper Perabo .... Willow
Sinopse: Edison é uma metrópole que aparenta oferecer crescimento a todos. Nela vive Josh Pollack (Justin Timberlake), um ambicioso jornalista que está iniciando sua carreira como repórter investigativo em um pequeno jornal comunitário. Após descobrir fraudes na polícia local, Pollack manifesta desejo de publicar a história mas enfrenta a relutância de seu chefe, Moses Ashford (Morgan Freeman). O alvo de Pollack é a FRAT, a maior unidade de polícia da cidade, que age no combate ao tráfico de drogas. Sem ter como sustentar sua história, Pollack é demitido. Entretanto ele não desiste de investigar sua descoberta, contando com a ajuda de Wallace (Kevin Spacey), um investigador da promotoria.

 Legenda: Que!?? Não, não... Não era eu no filme, era, tipo eu...


Comentários: Uma decepção, um filme que tinha tudo para entrar na lista dos melhores filmes a respeito de corrupção policial, ao lado de "Dia de Treinamento", "Sérpico" e outros poucos... Não aproveitou a chance e virou mais um filminho, com o agravante das cenas finais a lá robocop, rambo, e outros filmes do karateca C. Norris... Até surgiram umas reviravoltas interessantes maaaaaaaaaaaaaaas não foram bem aproveitadas!!

Realmente uma pena e realmente não imagino o que o maravilhoso elenco tinha na cabeça p/aceitar fazer esse filme... Realmente não aconselho!! Esse filme foi uma desilusão! Quem realmente quiser se aventurar no tema "corrupção policial" sugiro os filmes citados acima.

Até a próxima (mesmo que distante)

 Legenda: Continua andando, talvez um dia eles 
                 esqueçam que fizemos esta porcaria...

sábado, 17 de setembro de 2005

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado


 

Resumo:

Buscando aventura e diversão, dois amigos universitários Paxton e Josh colocam o pé na estrada em uma mochilada pela Europa. Pelo caminho conhecem um novo amigo, Oli, um islandês que a eles se junta e os leva a seguir para o que seria o "paraíso dos mochileiros americanos", ou seja, um determinado e afastado albergue (hostel), cheio de mulheres do Leste Europeu desesperadas por jovens estudantes norte americanos. Os dois amigos chegam e rapidamente se apaixonam pelas belezas exóticas das dadivosas Natalya e Svetlana com quem passam a interagir e, após uma noitada, tem início toda uma série de situações que vão se desenrolando de forma cada vez mais sinistra, levando o espectador  para os locais mais escuros e mais doentios da natureza humana. Tudo devidamente acobertado por uma vasta rede de corrupção do governo pós-comunista.

 
Curiosidades?

  • O interior do matadouro foi filmado em uma ala (de um hospital psiquiátrico em funcionamento, construído em Praga, em 1910) que tinha sido fechada há mais de 50 anos. O porão era tão assustador que Eli Roth teve um quarteto de cordas, durante as filmagens, tocando música clássica para torná-lo mais aconchegante; 
  • Eli Roth contratou crianças de rua, reais, para criar aquela gang, que ainda me tira o sono;
  • Eli Roth pediu perdão ao Presidente da Islândia por mostrar islandeses como sendo maníacos sexuais, bêbados e com péssimo caráter (contam que o presidente riu e deu a Roth o perdão, dizendo que esta imagem representava um lado de islandeses nunca antes mostrado nos filmes);
  • Roth também fez um pedido formal de desculpas ao ministro islandês da Cultura, por todos os danos que o filme "O Albergue (2005)" poderia causar à reputação turística da Islândia;
  • Mais de 150 litros de sangue foram utilizados na realização do filme, quase três vezes a quantidade usada no primeiro filme de Eli Roth "Cabana do Inferno" (2002);
  • Quando Paxton, Josh e Oli chegam ao albergue, o pessoal da pousada está assistindo a um filme na TV. Este filme é "Pulp Fiction: Tempo de Violência" (1994) de Quentin Tarantino que, não por acaso era um dos produtores de "Hostel");
  • Na versão sem cortes do filme, a palavra "fuck" é falada 128 vezes;
  • Eli Roth queria fazer a estreia mundial do filme no "Islândia Film Festival" de 2005. Durante o festival, Roth e Quentin Tarantino ganharam o título de Vikings honorários em Viking Village, e em uma cerimônia organizada por Eythor Gudjonsson, ganharam o nome islandês de Eli Sheldonsson (Roth) e é Quentin Conniesson (Tarantino); 
  • O filme ainda teve mais duas "continuações" uma em 2007 e outra em 2011;
  • O filme além de fazer referência a vários outros filmes, principalmente de terror como "A Mansão do Pesadelo" (1973), "O Homem de Palha" (1973), "O Massacre da Serra Elétrica" (1974), "O Iluminado" (1980), e até "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" (2001), acaba também sendo uma grande fonte de inspiração, citação e lembranças para vários outros filmes e seriados que vieram a seguir, incluindo, logicamente as duas "continuações" uma em 2007 e outra em 2011, que foram feitas.


Impressões:



Quem me conhece, sabe que eu não gosto da pseudo genialidade doentia do QT...
Quem me conhece, sabe que eu achei ridícula a sequência Tarantínica do episódio duplo, final, da quinta temporada de CSI - Las Vegas. Me refiro àquela sequência (repito) ridícula na sala de autópsia(ou, para quem preferir, necrópsia)...
Mas, tá bom!! Eu assumo que gostei desse filme!

Definitivamente é um filme PERTURBADOR!!
Eu até...
  • Poderia citar falhas;
  • Poderia comentar da história (espero que totalmente surreal);
  • Poderia dizer (e estaria falando sério) que não pretendo, nunca, contrariar crianças do Leste Europeu;
  • Poderia dizer que gostei muito do Elenco feminino;
  • Poderia dizer que aquela música assobiada é um porre;
  • Poderia dizer que fiquei feliz de só ver um dedo de Tarantino, na "homenagem" feita ao filme "Pulp Fiction".
Poderia enfim dizer muitas coisas mas, embora eu aconselhe MUITO este filme (para quem tem estômago), só irei repetir que é...
PERTUBADOR




Ficha Técnica:
  • Titulo Original - Hostel
  • País - Estados Unidos
  • Direção -  Eli Roth
  • Produção Executiva -  Quentin Tarantino 
  • Roteiro -  Eli Roth
  • Gênero - Terror
  • Site Oficial -  http://www.hostelfilm.com/
  • Estréia - 17 de setembro de 2005 (Toronto International Film Festival)
  • Duração -  95 min
  • Elenco (principal):

    Jay Hernandez- Paxton
    Derek Richardson- Josh
    Eythor Gudjonson- Óli
    Barbara Nedeljakova- Natalya
    Jan Vlasák- O empresário alemão
    Jana Kaberabkova- Svetlana
    Jennifer Lim- Kana
    Keiko Seiko Yuki
    Lubomir Bukovy- Alex
    Jana Havlickova- Vala



E...
Até a próxima!



segunda-feira, 4 de julho de 2005

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Resumo


Noriko Shimabara é uma garota normal de 17 anos, cuja família é composta por sua irmã mais nova Yuka, seu pai Tetsuzo, e sua mãe Taeko. Noriko não podia deixar de se sentir insatisfeita com sua vida suburbana sem graça. Um dia, ela descobre um fórum na internet onde adolescentes de todo o Japão se reúnem. Lá, Noriko, pela primeira vez em sua vida, sente que está sendo aceita e compreendida pelos outros. Noriko, então, foge de casa para procurar seus amigos em Tóquio.



Lá chegando, ela conhece a figura central por trás do site que usava o nickname de "Ueno54"  que se apresenta com o nome de Kumiko. Junto, e por causa de Kumiko, Noriko torna-se membro do estranho "Círculo de família", um grupo que oferece o serviço famílias de aluguel. No "Círculo de família", os membros são enviados para  pessoas solitárias e, com elas, por um tempo definido, conforme o negociado, passam a representar o papel de filhos, netos, esposas, maridos... 


Yuka, também foge de casa se juntando a Noriko o que acaba desencadeando o suicídio de sua mãe e o início de uma uma busca (por elas) desesperada da parte de seu pai, daí em diante somos jogados, durante 5 capítulos e mais de duas horas e meia de filme, para dentro do dia a dia da relação entre as 3 meninas e tudo que acontece ao redor...


Curiosidades

  • Mitsuko, o nome que Noriko assume, é o nome de um dos principais personagens do primeiro filme (Suicide Circle);
  • O cartaz no quarto das meninas é da banda Desert (banda pop, de ficção, que intermediava as cenas de Suicide Circle). O cartaz anuncia a canção "Write Once", que foi a canção que a banda Desert tocou nos créditos finais do filme;
  • Os eventos que acontecem neste filme tem lugar antes, durante e após os acontecimentos ocorridos em de Suicide Circle (2001), e buscam (na minha opinião sem sucesso) ajudar a mostrar os bastidores de tudo o que aconteceu naquele filme;
  • Segundo consta, este foi o segundo filme da trilogia planejada pelo escritor/diretor.

Impressões


Um filme chato e longo que, embora cite acontecimentos do "primeiro" filme (Suicide Circle), está longe de ser uma continuação, até pq, mais confunde do que explica os acontecimentos suicidas. O mais justo seria dizer que é um filme que faz uma referência, uma homenagem, uma citação ao anterior mas, nunca, uma continuação e (ou) um filme que veio explicar algo... Só aí já se coloca como propaganda enganosa e destrói qualquer expectativa que levou o espectador a aguentar o papo cansativo e contínuo jogado por duas horas e meia bem enfadonhas.


Para não dizer que não tem nenhuma ligação com o "primeiro" filme, este, possui algumas cenas copiadas e coladas aqui e, tal e qual ocorre lá, também temos mais uma propaganda enganosa, qual seja, a oferta nos trailers, nas propagandas e nas sinopses de uma super trama que, na prática/realidade, se mostra bastante rasa e, como sempre ocorre com filmes/diretores cultuados, faz/abre (muito) espaço para que os fãs (abarrotados de expectativas) saiam do filme misturando realidade (o filme) com ficção (suas expectativas) e, por consolo psicológico, acabem criando em suas mentes um filme que não existiu. Tomem cuidado com estes delírios, tomem cuidado com uma supervalorização destes dois filmes "sequenciais", ou não reclamem (nem tentem se matar de tédio) depois...


Vale citar também um ponto interessante/curioso a respeito da cultura oriental ou, seria melhor dizer,  do dia a dia no Japão atual, qual seja, esta mania, esta necessidade de relações humanas de aluguel. Tá, ok, confesso que não pesquisei a fundo pra saber se existe este lance de famílias de aluguel (e também não vou pesquisar, pois estou com preguiça) mas, seja como for, é fato que o autor que pensou nisso é japonês, é fato que no Japão o filme fez muito sucesso (vai entender...) e é fato (este comprovado e pesquisado) que por lá (Japão) existem (alguns) "Maid Cafés" onde os clientes podem pagar para uma das Maids ("garçonetes") cantar com eles, sentar na mesa com eles e até dar uma volta a pé pelo bairro. Se isto não bastasse é sabido e conhecido a paixão que (muitos) orientais tem por prostitutas... Enfim, isto, esta cutucada, esta "colocada para pensar", faz o filme valer (um pouco) a pena...


Ficha técnica

  • Direção - Sion Sono
  • Produção - Takeshi Suzuki
  • Roteiro - Sion Sono
  • Musica - Tomoki Hasegawa
  • Distribuição - Eleven Arts     
  • Estreia - 04 julho de 2005 no "Karlovy Vary International Film Festival"
  • Duração - 159 minutes
  • Idioma - Japones
  • Elenco -
          Kazue Fukiishi - Noriko Shimabara/Mitsuko
          Ken Mitsuishi - Tetsuzo Shimabara
          Yuriko Yoshitaka - Yuka Shimabara/Yôko
          Tsugumi - Kumiko/Ueno54
          Sanae Miyata - Taeko Shimabara
          Shirô Namiki - Ikeda
          Yôko Mitsuya - Tangerine
          Tamae Andô - Broken Dam
          Chihiro Abe - Long Neck
          Hanako Onuki - Midnight
          Naoko Watanabe - Cripple
          Usamaru Furuya - Homem no café


Até a próxima!



























sexta-feira, 4 de março de 2005

Colunas: Machadadas
Autor: Ribas Machado





Bom, antes de mais nada (e depois do que está em cima, ok...), vale dizer que hoje é 07 de junho de 2016, dias atrás resolvi começar a escrever aqui no O.I. (também) sobre seriados, não sei se vocês já repararam... Esta é uma paixão MUITO antiga minha, já tive um blog (um dos primeiros) a respeito do tema, assisto vários até hoje e, sempre que posso interajo de alguma forma com esse mundo...

Mas... pq é que fiz essa introdução afinal? Fiz, pq da mesma forma que postei sobre Galáctica (1978, 1979 e 1980) usando a data de lançamento original, estou postando sobre este desafio/gincana que a FOX (sim a FOX) em parceria com a agência Espalhe de marketing de guerrilha, fizeram, nos dias 03 e 04 de março de 2005, para lançar (no Brasil) a nova temporada da série 24 horas, ou seja, usarei aqui, não a data de hoje mas, sim, a data que o evento ocorreu...

Ok! Combinados?

Então Borandar!!



Vocês leram que eu disse que  "sempre que posso interajo de alguma forma com esse mundo", pois é, nesse desafio não foi diferente...

Assim que eu soube da ideia inédita...


 Corri para achar mais detalhes e me inscrever...


Achei o site http://www.24halerta.com.br/ (hoje fora do ar, mas ele -site- ainda aparece no WAYBACKMACHINE), me inscrevi e comecei a entender como tudo iria rolar e o que eu teria que fazer para tentar ganhar um dos 5 iPods e 15 kits Victorinox personalizados da série 24 Horas (preciso achar meu kit, o iPod era básico, vendi, mas... sem spoller!! Sem contar, antes da hora, que eu ganhei!! hehe).   


Basicamente, por 24 horas, direto, pistas seriam lançadas pelo site e por uma rádio (participante) e nós "agentes" individualmente ou em grupos (era livre) saíamos pela cidade de São Paulo buscando (com as pistas) os códigos (24 ao todo) que tinham que ser lançados na página e quanto mais rápido fossem achados e registrados, tais códigos, mais pontos cada um recebia...

Não achem que era fácil, pois não era não... Os códigos surgiam nos lugares e momentos mais improváveis, como se pode ver um pouco abaixo...








E quando eu falo por São Paulo, eu falo de regiões distintas e distantes (Pacaembu até Pinheiros, passando por Paulista e por aí vai...). Vale lembrar também que estávamos em 2005, ou seja, sem as facilidades de comunicação de hoje em dia...

Entenderam né?
Na dúvida, seguem abaixo as regras que me foram dadas...




Bem bacana né?

Ah! O Recrutamento, citado acima, não vingou...

Até começou valendo mas o hotsite tinha um bug (que descobrimos -eu e minha equipe, sim, montamos uma equipe-) e após reclamação e comprovação, durante o jogo, a organização desconsiderou os pontos advindos do recrutamento...

Como podem ver, tiveram momentos de tensão também, além de inimigos maldosos e "hackers se aproveitando de bugs" hehehe

Outra forma de conhecer um pouco mais do que foi esse desafio batuta, é dar uma olhada no que a agência postou na época, pós desafio...


Foi uma experiência (literalmente) única, nunca mais soube de nada parecido, principalmente com toda a estrutura e grau de dificuldade envolvido...

Ainda bem que participei, alias...

Só de participar de algo que nos (fãs da série) levava (só um pouquinho) pra perto do dia a dia do Jack Bauer, tendo que solucionar uma questão em 24 horas contadas, já valeria muito a pena mas, além de participar, sem dormir, direto e reto, ainda GANHAR!! Isso foi supimpa!


E pra quem esta duvidando das minhas capacidades de Jack Bauer brasileiro hehehe, vejam a lista final dos agentes premiados...


E uma foto do dia da premiação (quando eu achar o Kit, posto foto aqui também...)


Já falei que foi algo muito bacana né?

Mas já falei que isso me rendeu uma entrevista sobre para o Jornal "O Globo"?

Pois é... Rendeu!

E, graças ao meu bom amigo Lestat Lopes (que é assinante do Jornal e me conseguiu a matéria nos arquivos do Jornal), segue abaixo a íntegra para quem quiser ver...

É isso aí...
Fica o registro dessa gincana/desafio tão batuta e única que a FOX fez em terras tupiniquins...
Fica o registro da seriedade que a empresa deu para a promoção da sua série (ao contrário de muitas campanhas promocionais que vemos hoje em dia)...

E...
Bom...
Agora fiquei com saudade de "24 horas" mas, ok, as últimas temporadas estavam bem fraquinhas. Qualquer dia, quem sabe, falo a respeito...

Até a próxima!!

E mais uma vez, obrigado Boneco comilão hehehe






segunda-feira, 29 de outubro de 2001

Coluna: Machadadas
Autor: Ribas Machado



Resumo


Após 54 meninas do ensino médio lançarem-se, de mãos dadas, felizes e cantando, sem nenhuma razão aparente, na frente de um trem do metrô de Tókio, dando início a este que parece ser apenas o começo de uma série de suicídios em todo o Japão, o detetive Kuroda (auxiliado pela Hacker "Morcego") tenta entender/investigar o que está acontecendo, investigação esta que não será tão simples como se poderia esperar, principalmente pq no desenrolar das investigações surge um  suposto "clube do suicídio", que estaria instigando jovens estudantes, entediados e cansados da rotina robotizada japonesa, a cometerem suicídio de modo a darem um sentido às suas vidas.



Curiosidades

  • O nome do grupo pop "Desert" recebeu grafias diferentes durante todo o filme, provavelmente de propósito, muito embora na verdade os símbolos signifiquem "sobremesa" e "deserto" no filme;
  • "Mail-me", a canção que pode ser ouvida em muitas das cenas do filme, é um cover feito pela banda "Desert", da música original de Haruko Momoi;
  • Reparem que (no melhor estilo dos filmes de kung fu antigos em que os cabos de aço acabavam visíveis nas cenas com golpes voadores) quando os alunos saltam para a morte, do telhado da escola, pode-se ver claramente a equipe de produção jogando baldes de sangue falso na janela;
  • O computador da personagem "Morcego" (Bat) é um Apple Macintosh PowerPC 5500/225, preto. Este modelo já foi descontinuado em 1998.
  • Suicide Clube, faz referências aos filmes "The Rocky Horror Picture Show" (1975), "Uzumaki" (2000);
  • E é reverenciado por filmes como "O Albergue" (2005) e "Nova Dubai" (2014).
  • Possuiu uma versão sem cortes onde algumas cenas são mais longas e com a violência mais detalhada;
  • Em 2006, Sono disse: "Eu sempre quis fazer uma trilogia, mas na realidade é muito difícil." (ainda bem!!)
  • Teve uma versão feita em mangá, escrito por Usamaru Furuya, versão esta que apareceu ao mesmo tempo de lançamento do DVD japonês, mas que trazia uma historia um pouco mais linear e com pequenas mudanças no enredo.


Impressões


Não sei exatamente o pq, mas, ontem (originalmente publicado em 06/09/2007 no Blog: "Comentários em Série, com spoilers"), resolvi assistir esse filme oriental que além de, a princípio, ter uma história interessante, também prometia sérias criticas sociais ao Japão do século 21...

Tal filme, que teve em 2006 uma sequência chamada "Noriko's Dinner Table" (紀子の食卓, Noriko no Shokutaku), ganhou (não sei como, e também não irei fazer nenhuma releitura para tentar descobrir) o prêmio do júri, no "Fant-Asia Film Festival" 2003 e, até vale conhecer mas, é um pouco supervalorizado.

Lembro até que quando publiquei esta resenha em 2007, recebi um comentário raivoso de um fã chamado Gustavo, que dizia, no alto de seu vasto conhecimento oriental:
"Sem querer ofender, mas Jisatsu Saakuru (Suicide Circle) é um filme bem complexo, não é vendo como um brasileiro que você vai entender, tem que olhar pelo lado dos japoneses. Tem cenas fortes, muito fortes, e mexe com uma ferida aberta dos orientais, pois no Japão se cometem muitos suicídios e o filme critica isso seriamente como se a mídia influenciasse tudo. Não é um filme perfeito, mas existem MILHARES de filmes muito piores do que esse, e é claro que opinião é opinião, respeito a sua, mas acho que não é um filme para pessoas que não gostam de pensar, é necessário usar a cabeça para descobrir as tramas, e se você não entendeu, é porque provavelmente gosta de filmes com efeitos especiais, ets, e mocinhos e mocinhas e blá blá blá."
E lembro que na época eu já pensava (e ainda penso) que é sempre perigoso defender filmes (como este) que são mais densos nas sinopses/trailers oficiais do que no enredo/no desenrolar do filme em si, pois, do contrário, geralmente criam-se expectativas na cabecinha dos fãs, que passam a inventar uma historia muito melhor do que a original, vindo a defender esta versão ficcional como se real fosse...

Mas, voltando... Este filme promete tecer criticas sociais à cultura japonesa no século 21.


O filme até começa bem, meio estranho é verdade, mas começa bem, e assim se segue até o segundo terço, quando, talvez por problema de orçamento, resolvem puxar uma solução mal explicada e terrivelmente mal criada e amarrada, para em seguida colocarem um clipe de uma girl band com meninas de 12 anos e meio, que cantam as tais "criticas sociais" e fim. 

Enfim, depois de ter conseguido ver até o final, eu conclui que, na verdade a grande causa dos suicídios, não era nem o tal "Gênesis e sua gang", nem as "crianças filósofas", nem mesmo o tédio da vida daqueles jovens mas, sim, o próprio filme, filme este que, TALVEZ, deva ser parte de um plano mirabolante dos organizadores do Clube/Círculo do Suicídio para fazer com que mais pessoas fiquem deprimidas e entediadas (após ver o filme) e,com isto, aumentem as suas (do Clube/Círculo) fileiras.


Ficha técnica

  • Direção: Sion Sono
  • Produção - Seiya Kawamata, Junichi Tanakagou e Toshiie Tomida
  • Roteiro: Sion Sono
  • Música - Tomoki Hasegawa
  • Fotografia: Kazuto Sato 
  • Distribuição - Eleven Arts     
  • Estreia - 29 outubro de 2001 no "Tokyo International Fantastic Film Festival"
  • Duração - 99 minutes
  • Idioma - Japones
  • Elenco -
          Ryo Ishibashi (Detetive Kuroda);
          Akaji Maro (Detetive Murata);
          Masatoshi Nagase (Detective Shibusawa);
          Saya Hagiwara (Mitsuko);
          Hideo Sako (Detetive Hagitani);
          Takashi Nomura (Segurança Jiro Suzuki);
          Tamao Satô (LINDA enfermeira Yoko Kawaguchi);
          Mai Hosho (Também LINDA enfermeira Sawada);
          Yoko Kamon (Koomori - A "Morcego"-);
          Rolly (Genesis)
          Kimiko Yo (Kiyomi Kuroda).

      E, bom, agora resta criar coragem para ver a continuação de 2005 (que, segundo levantei, retrata acontecimentos anteriores e posteriores ao filme original e dá uma melhor visão sobre vários buracos na trama de seu antecessor)  e, quem quiser, vale ver/rever o vídeo abaixo (batutinha) que contém SPOILERS E CENAS BEM FORTES (não digam que eu não avisei!!)...




      Até a próxima!


      F.A.Q.

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