sábado, 15 de agosto de 2015

Texto e imagens: Ribas Machado
Imagens: Luly Fernandez


Bom, então...
Se você, ontem (dia 14 de agosto de 2015) ficou parada/parado no trânsito, a noite, na região da Avenida Paulista, em São Paulo, saiba que foi por uma boa razão...


Não! Os povos indígenas do BRASIL não estavam se manifestando pela redução da passagem de ônibus, ou pelo Passe Livre, não...

Na verdade em pleno 2015 eles ainda sofrem e lutam contra uma série de pautas muito sérias e, infelizmente muito tristes e, justamente em função disto, ontem ocorreu o:


Como o próprio texto do evento explicava:
"Nos 20 anos da instituição do 09 de Agosto como Dia Internacional dos Povos Indígenas, nossas organizações, a Articulação dos Povos indígenas do Brasil (Apib), a Comissão Guarani Yvyrupa - CGY e a Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (Arpinsudeste) convocam ato na sexta-feira (14/08) às 16H30 no Vão Livre do MASP, Avenida Paulista, para marcar a data como mais um dia de luta na vida dos povos indígenas do Brasil.

Mais do que comemorar a conquista de um dia internacional, o ato é uma forma de denunciarmos os ataques sistemáticos do Estado brasileiro aos direitos dos povos indígenas. Após 26 anos da promulgação da Constituição Federal de 1988, continua a paralisação das demarcações no poder executivo e o consequente agravamento dos conflitos e da violência contra os povos indígenas. No judiciário, avançam interpretações reducionistas da ocupação tradicional dos territórios, revisando direitos consolidados pela Constituição Federal. No Congresso Nacional se intensificam os ataques através de Projetos de Lei e Propostas de Emenda Constitucional, que buscam impedir a demarcação ou rever regularizações consolidadas, em favor da permanência de invasores, da abertura das terras indígenas para a exploração da iniciativa privada e implantação de grandes empreendimentos.

Após lideranças da APIB denunciarem na sede da ONU em Genebra os frequentes ataques do Estado brasileiro aos direitos dos povos indígenas, nessa última terça-feira (11/08) fomos noticiados de mais uma tentativa de acabar com nossos direitos movida pelos políticos representantes dos interesses de grandes empresários. Noticiadas como um pacto do Governo Federal com o Senado, encabeçado por Renan Calheiros, as propostas falam em revisão dos marcos jurídicos que regulam áreas indígenas para compatibilizá-las com atividades produtivas, simplificação no licenciamento ambiental para obras estruturantes do PAC, revisão do marco jurídico do setor de mineração, além de outras que certamente afetarão os direitos dos povos indígenas e outras populações tradicionais.

As mais de 150 lideranças indígenas de todo o Brasil, em São Paulo por ocasião do II Fórum Nacional das Culturas Indígenas, estarão nas ruas em apoio à luta dos Guarani Mbya do município de São Paulo pela portaria declaratória de demarcação da Terra Indígena Tenondé Porã e pela garantia da efetivação dos direitos originários na Terra Indígena Jaraguá, já demarcada pelo Ministério da Justiça, e que aguarda a demarcação física da área pela FUNAI.

Lembraremos que nos quatro cantos do país os povos indígenas resistem. O agravamento da violência contra os Guarani e Kaiowá por parte de pistoleiros a serviço de fazendeiros no Mato Grosso do Sul, o assassinato de lideranças Kaapor por madeireiros no Maranhão, os atentados armados contra lideranças Kaingang no Rio Grande do Sul, nada disso pode nos calar.

Diante de todos os ataques e carregando uma longa história de resistência indígena, no dia 14/08, às 16H30 estaremos no Vão Livre do MASP, Avenida Paulista, demonstrando que juntos somos muitos e não aceitaremos perder nossos direitos tão duramente conquistados por nossos antepassados."

Aí eu pergunto, dava pra ficar em casa? dava pra não ir ouvir o máximo do que eles tinham a dizer?

Pois é... Não dava e, lá fomos eu e a Luly pro MASP, acompanhar o evento...

Vale dizer que não foi uma tarefa muito fácil, vínhamos nós no sentido Paraíso/Consolação, caminhando pela calçada (do lado do MASP) e quase na esquina (antes do MASP -masp, masp, masp masp, quanto eco Ribas!!! Menos!!!!-) tivemos que passar no meio de um punhado de senhores e senhora com megafone, fantasiados com roupas camufladas, defendendo a intervenção militar e chamando para o ato de domingo próximo, dia 16 (vulgo, amanhã), prefiro respeitar e não comentar nada mais além disso, vai que é doença não é mesmo...

Passamos por eles, amedrontados com a ideia de que eles tivessem assustado os índios, mas o medo logo passou, quando alguns passos em frente, olhamos para dentro do vão livre e lá estava o início do ato indígena (sim, chegamos na hora...)


Entramos no vão crentes que iríamos ter os primeiros contatos com o evento, quando surge (literalmente) um sujeito na nossa frente...

Antes de entendermos bem o que era mais este obstáculo, o rapaz se oferece para fazer alguns truques de mágica para nós (eu adoro mágica heheheh) paramos e ficamos assistindo... E não é que o sujeito era muito bom!!


Como vocês devem ter visto, ele se chama "O Nômade" e quem quiser o contato dele pra festas e eventos, mande e.mail para nomadeace@gmail.com (não vamos ganhar nada com isso, mas, ele, como todos os BONS artistas da rua, merecem divulgação sempre, por aqui)

Após o pocket show (que, repito, gostei muito e mesmo sendo um estudioso do tema, não saquei os truques)

Conseguimos finalmente avançar para o evento...

Fomos vendo as faixas, cartazes...




 
 



Que foram servindo de decoração para a grande Geodésia montada lá no vão...


 

Geodésia, está, que serviu de local para muitos pronunciamentos...






 Atos, danças, cantos...





E tudo seguia correndo muito bem, enquanto o tempo ía passando e mais e mais etnias iam chegando no vão livre do MASP (sim, vocês leram bem, etniaS... Tinham povos de vários locais e Estados do nosso País, a riqueza de culturas era enorme!!)

Entre um pronunciamento, uma dança, uma conversa aqui, outra ali, fui encontrando coleguinhas, conhecidas, conhecidos, e lideranças Guaranis de outros eventos...

Tais lideranças, sempre gentis e brincalhões (como quase todo Guarani) arrumaram um espaço (como sempre fazem para conosco) nos seus atos como lideranças...

 Ou em seus momentos de raro descanso...


Para falar um pouco conosco (com vcs) e dar um recado, como vocês podem ver abaixo na fala do Trio:


 




Entre um registro e outro, as conversas iam fluindo, mais etnias chegavam e gentilmente davam um recado para o MLI...



Mais conhecidas e conhecidos apareciam (Até o Walmor deu o ar da graça hehe) e, aos poucos, já por volta das 19h00, os povos e as individualidades começaram a se agrupar...





Começaram a fechar a Avenida Paulista (primeiro as duas pistas, depois só a pista sentido Paraíso/Consolação)


E saíram em caminhada rumo à Consolação...

Momento em que (por volta das 19h20), desejamos sorte ao (grande) grupo e colocamos o pé na estrada rumo a outras obrigações marcadas que não podiam ser colocadas de lado...



Vale informar que a caminhada foi tranquila, até pq não se viu a PM, e suas tropas, por perto...

E, segundo apurado, só teve um pequenino problema com um motoboy mais stressado/apressado (problema logo resolvido).

Vale contar também que tivemos várias promessas feitas por coleguinhas, no sentido de que podíamos ir embora tranquilos pois eles nos mandariam relatos e imagens da caminhada mas, como vocês devem saber, o dia de hoje (dia 15 ago 2015) foi muito abarrotado de eventos e amanhã (16 ago 2015) tem o ato na Paulista da dita ou preconceituada Direita, portanto o silêncio destes é plenamente normal...

Caso o silêncio seja quebrado e as imagens/relatos apareçam, aqui eles serão publicados, caso não, fica a dica: Tentem ir no próximo ato/evento/manifestação indígena que vocês souberem, pois, além deles merecerem TODO O APOIO, vale dizer que ao vivo, interagindo, é muito mais batuta!! 

Você até sai todo esfumaçado hehehhe Mas vale muito a pena!!

Até a próxima (que será domingo)

Borandar!!






















sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Texto: Ribas Machado
Imagens: Cristiano Assis
Imagens, informações e Relatos: Alexandre Capozzoli 
(Voluntário do Sea Shepherd Brasil- Núcleo São Paulo)




Como é batuta ter amigos ativistas!!
Como é batuta ter gente atuando nas causas animais!!
Como é batuta quando os amigos ativistas que atuam nas causas animais nos mandam relatos de eventos importantes que (infelizmente) não pudemos aparecer!!

Me refiro ao evento...


(No final da imagem acima, do evento - para quem não quiser clicar e ampliar a foto- tem um link para a página oficial -em inglês- do StandUp250... Vale a visita)

E ao Ativista (e amigo) Alexandre Capozzoli:



Pois bem, segundo relato do Alexandre:

"Fala Ribas, tudo bem? Então, segue um relato da manhã de hoje em frente ao consulado da Dinamarca na Oscar Freire.Chegamos por volta das 9h00, horário que o o consulado abre (ele fica em um prédio comercial simples). 


 Chegando lá começamos a produção de cartazes com dizeres como "#STANDUP250", "Dinamarca diga NÃO a matança nas Ilhas Faroé" e etc.




As pessoas passavam olhava, achavam que era um protesto anti-PT, perguntavam e gastávamos saliva tentando comover um pouco que seja as pessoas que passavam apressadas rumo ao trabalho. 

Por falar nas pessoas que passavam, essa menininha da foto acima, estava na rua vendendo adesivos das Princesas, parou lá, querendo entender, aí dissemos sobre o que era, no que ela quis ajudar a pintar cartazes e até deu um recado no no mega fone (me emocionei neste momento)

 


Os cartazes foram pendurados na frente do edifício e a cada pessoa que passava tentávamos explicar o porquê daquilo...








Um pouco antes do meio dia, horário que o consulado fecha, decidimos entregar na recepção o cartaz que dizia "Contra a matança das baleias nas Ilhas Faroé". 


Chegando na entrada do prédio aguardávamos a recepcionista ligar para o consulado e, nesse momento o cônsul geral passa por nós e ao escutar que queríamos falar com alguém, veio até o grupo para escutar o motivo de estarmos lá, quando então explicamos que o protesto era contra o apoio da Dinamarca a ao "Grindadráp" (matança de baleias-piloto nas Ilhas Faroé).




No que o Consul, diplomaticamente (como era de se esperar de um diplomata...), sem se colocar contra ou a favor, respondeu que
existiria um manifesto oficial da Dinamarca sobre o grind no site do consulado geral... (Eu, Ribas, não achei, mas deve estar lá...)

Ouvimos, conversamos mais um pouco e finalizamos o ato..."

Pois bem, relato devidamente relatado...

Vale ler (eu acho, pelo menos) algumas explicações extras que o Alexandre me enviou, são elas:
  •  Para quem não sabe as Ilhas Faroé são um território dependente da Dinamarca, com suas leis porém sem forças armadas, dependendo então da Dinamarca para sua proteção.
  • A Sea Shepherd Conservation Society (com a sigla SSCS) é uma organização sem fins lucrativos, focada na conservação de seres marinhos, sediada em Friday Harbor, Washington nos Estados Unidos da América. O grupo usa táticas de ação direta para proteger a vida marinha. Foi fundada em 1977 com o nome de Earth Force Society por Paul Watson, um antigo membro da Greenpeace, depois de este se ter decidido a vir embora da mesma pois ela não lhe permitia o uso de táticas de intervenção mais agressivas.
  • A SSCS está desde o início deste ano nas ilhas, tentando impedir as mortes brutais das baleias, tendo já 12 membros presos pela polícia da ilha e pela Marinha Dinamarquesa, que enviou navios de guerra a ilha para proteger a matança.
  • Sou um ativista a mais de 8 anos, sempre estive nas ruas protestando contra leis que beneficiavam apenas alguns, pedindo prisão de corruptos, diminuição das passagens de transporte público e colaborando com a causa ambiental. há 3 anos conheci a Sea Shepherd Conservation Societye desde então sou voluntário nas ações nas costas brasileiras, defendendo a vida marinha da pesca predatória com redes de arrasto, matança de tubarões para venda das barbatanas e a conscientização da população na preservação dos mares. 
  • A SS sempre admite voluntário que estejam dispostos a colaborar na preservação da vida marinha, dos oceanos, basta se envolver com as ações, acompanhar a agenda pelo site e redes sociais e etc. ..depois de um tempo participando, pode pedir a entrada no núcleo mais próximo de você. Em Sp a sede fica na SP Dive For Fun (uma parceira)
  • Cada núcleo tem um coordenador. Em SP é a Mara Lott. E tem o coordenador geral, Luiz Albuquerque. O Sea Shepherd Brasil é um instituto, então tem todos os cargos de um instituto, não sei de todos.

MUITO SUPIMPA ISSO NÉ!!

Eu já tava com saudade de eventos da causa animal por aqui!!

Que venham ocorram e eu consiga voltar a participar de MUITOS OUTROS!!!!

Borandar!!!
 




sexta-feira, 7 de agosto de 2015


Texto e Imagens: Walmor Carvalho



Com 2013, São Paulo trouxe à tona diversos debates e focos de disputa sobre o direito ao espaço público: O Parque Augusta, Minhocão, Parque dos Búfalos, a Praça Led em Osasco... Mas nenhuma dessas tretas é tão antiga e recorrente quanto a da Praça Roosevelt, no Centro.

Concebida como um conceito inédito de estrutura de concreto em meados dos anos 60, a Praça foi considerada uma aberração e largada à própria sorte por décadas. A partir dos anos 80, o local se tornou ponto de referência entre os praticantes de skate da cidade, que por sua vez se viam às turras com as patrulhas policiais. E, mesmo após 30 anos e uma revitalização da praça, skatistas são alvo de duros enquadros e agressões por parte da polícia.

O que nos traz, finalmente, à noite de 24 de Julho.

De acordo com alguns frequentadores, vigorava uma ordem informal de que estava proibida a prática de skate na parte superior da praça e, com isso, dois PM encontraram motivo para "enquadrar" um skatista no local. Com o mesmo foi encontrado um cigarro de maconha, o que acabou sendo um pretexto para uma ação mais repressiva dos policiais. O resto, como dizem, é história: Amigos do skatista e transeuntes começaram a se aglomerar em volta do ocorrido, os policiais rapidamente perderam a mão da situação e chamaram reforço, que culminou em gás de pimenta, agressões e ameaças contra aqueles que filmaram tudo. A situação toda foi gravada em video:


Diante de mais um capitulo na repressão da PM e na briga pelo direito à praça, uma galera organizou o ato:






O ato foi marcado para esta sexta, no Vão do MASP, e infelizmente agregou poucos skatistas de fato.


Foram cerca de 30 manifestantes dentre punks, RASHs e figuras conhecidas da luta antifascista na cidade.


 Pouco antes  da saída do ato, ás 19h, policiais começaram a rondar o vão livre atrás de "responsáveis" pelo ato, e ali ficaram.


Quando o ato tomou a Paulista...


Um cordão de policiais em coletes amarelos e capacetes brancos praticamente brotou do chão e encurralou os manifestantes na faixa de ônibus da Paulista.






E logo eles foram acompanhados dos "Robocops" da Tropa do Braço.



Vários, porém, fizeram bom uso dos skates e ficaram indo e vindo à frente do ato, por fora do verdadeiro "caldeirão" montado pelos policiais.




Os manifestantes bem que tentaram furar o bloqueio fazendo uma virada abrupta na Rua Augusta, mas logo foram cercados novamente pela centena de policiais que conduziram o ato até a Praça Roosevelt.



Só restaram as velhas palavras de ordem contra a polícia, recauchutadas apressadamente para englobar o skate.


No local, os participantes se reuniram em frente ao escadão nos fundos da praça, onde juntaram seus skates no chão e fizeram um jogral para a "Dona Marta", membro da Associação de Moradores da praça que se coloca veementemente contra o uso cultural/boêmio do espaço.



Logo abaixo, a tropa de choque acompanhou impassível até a ordem de retirada, que foi feita sob vaias dos presentes.



Fim de ato.

Abraços e até a próxima!

F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

Quer saber as novidades em 1ª mão???

Arquivo de Viagem

Pesquisar este blog

Popular Posts

Wikipedia

Resultados da pesquisa