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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Texto e imagens: Ribas Machado




É...

Dias atrás recebo no meu face as seguintes mensagens do amigo, cosplayer, ator...


Topei na hora e já me agendei/pautei sem pensar mas, confesso que, fui cuidar da vida e acabei não pesquisando mais nada, afinal um amigo, de São José do Campos, estaria em São Paulo e apresentaria sua peça na Pça Roosevelt... Ponto, já bastava de informação...

Tempo passou, o dia chegou, resolvo dar uma fuçada/confirmada e vejo (com pesar -pois perdi quase tudo-) que desde às 14h00 do sábado dia 12 (de novembro de 2016) estava rolando, ininterruptamente, lá na REGIÃO da Praça, a...

17ª SATYRIANAS 

ou...

"SATYRIANAS 2016 - Phedra de todas as cores"






Pois é...

Foram/serão 72 horas direto, sem parar mesmo, rolando MUITA arte, em suas mais variadas formas, cores e sabores, praticamente gratuita (as pessoas pagam quanto acharem que merece), em vários ponto da Praça e do entorno...

E EU PERDI (mais de 2/3 do evento)!

Que pena... (ano que vem, podem aguardar uma cobertura completa)

Seja como for, "pelo menos", meu compromisso, minha pauta eu fechei!

Assisti e adorei a peça...










Bati um papo batuta com todo o elenco...



E, enquanto o Rômulo (acompanhado da Alessa Homura) e a moçada da Trupe, arrumava tudo pra voltar à São José...




Meio que de bônus, enquanto passeava pelo praça e seu entorno...





E assistia outras apresentações (de uma programação mais que especial)...



Acabei trombando com o rapper geek Yannick, aka Afro Samurai (Lembram dele, lá do Barueri Anime Fest?)



Que estava, pela região, dando uma sacada em alguns locais para a futura gravação de um clipe novo, parou um pouco comigo, bateu um papo e mandou uma rima...



Em seguida, nos despedimos, cada um seguiu seu rumo e...

Enfim...

Que venham novas apresentações da Janela Mágica, novas edições da Satyrianas e muito som batuta do Yannick...

Estarei de olho!!

Até breve!!!

Seja aqui no site, na fanpage, no meu canal pessoal, e (ou) nos eventos e acontecimentos por aí!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Coluna: Pé no Asfalto
Autor: Walmor Carvalho




Lembram quando teci diversos elogios à bateria do Coro de Carcarás sob o minhocão? Pois então, aquilo era só um ensaio. O evento principal, o "Arrastão", foi a chave de ouro que encerrou o carnaval de rua paulistano deste ano. E de forma apoteótica.

O evento estava marcado para começar às 17 horas na Praça do patriarca, no Centro, mas a boa e velha chuva de verão adiou os planos. Naturalmente, o tempo foi preenchido com forte pegação e consumo de álcool.





Eis que, eventualmente, um burburinho surge da Rua São bento, logo ao lado. A bateria do Coro chega trovejando sem recato, logo de posicionando na praça e abrindo uma boa roda para a apresentação de abertura dos rappers Linha de Frente MC's e Maloka Imperial. Coisa classuda, com megafones para os MCs e batida feita ao vivo pela bateria.






Logo após a apresentação, foi hora do cortejo sair. Rugindo, a bateria era seguida por foliões dos mais animados que dançavam, rodopiavam e pulavam até a primeira parada do trajeto: as escadarias do Theatro Municipal. Lá, teve inicio a primeira intervenção artística dentro do tema do cortejo, que é o combate à ordem e à opressão. Não tardaria para a festa recomeçar e seguir, aos rodopios, para o largo do Arouche.












E rodopiamos literalmente. Foliões não paravam de dançar, se embebedar e rir ao som do maracatu. Demonstrações carnais e sedentas de amor aconteciam a cada canto, enquanto o batuque retumbava e as cabaças de contas chacoalhavam.








 A realidade parece rodopiar e borrar enquanto, a passo acelerado, o cortejo se aproximou do Arouche. Lá, foi o momento de mais uma intervenção contra o cerceamento do direito à cidade: cordões de isolamento foram estendidos entre o publico e a bateria, enquanto efígies de notórias figuras publicas como Dilma, Haddad e Alckmin foram elevados em bambus - eram as "cabeças" do monstro a serem cortadas. Não tardou para o cortejo seguir sua trovoada em curvas pelo centro até a Praça Roosevelt.













E, na praça, ficou o ponto alto do festim. Bateria e público, entoando maracatus misturados com canções de batalha dos protestos, se posicionaram em frente à base antiga da GCM. Subitamente, a bateria se puxou para um lado e um circulo se formou. os rostos dos pirulitões de bambu foram então queimados ali mesmo numa grande fogueira, que foi a deixa para o momento mais surreal da coisa toda: A bateria soando tal qual uma força da natureza, enquanto foliões dançavam, corriam e se beijavam em torno da fogueira como uma enorme festa pagã.








Camisas, sutiãs e blusas foram tirados.  Foliões escalaram os postes de luz apagados da praça e saltavam sobre a fogueira que ia perdendo fôlego. Beijos entre homens, mulheres e casais foram trocados numa celebração à liberdade crua e selvagem. Mais uma vez, é como se as fronteiras da realidade se borrassem por algum tempo.









Mas o tempo, infelizmente, acabou lá pelas 22:30. A bateria puxou o ultimo apito e se retirou para o desmonte dos instrumentos, seguida por alguns foliões que se dispersaram pelas redondezas. Aproveitei o momento para escorregar pelo silêncio da Rua Caio prado rumo ao barulho da Rua Augusta, com o "Maracatu de Uma Tonelada" ainda retumbando nos ouvidos.
Provável que retumbem até o ano que vem.



Abraços e até a próxima.

F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

Quer saber as novidades em 1ª mão???

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