sábado, 4 de julho de 2015

Texto e imagens: Ribas Machado          
Agradecimentos ao Mídia Ativista Arrow


É, pois é...

Hoje (e amanhã -05-) aconteceu (e acontecerá) o 37º Tanabata Matsuri (também conhecido como Festival das Estrelas).


Pois bem, até por já estar na sua 37ª edição, eu não vou aqui esticar texto sobre a historia deste festival, sobre a lenda da Princesa Tecelã Orihime, nem sobre outros detalhes (e versões) que cercam este Festival já há tanto tempo comemorado por aqui. Quem quiser saber mais a respeito basta googlar para achar muita coisa interessante...

O que eu quero dizer é que finalmente (depois de ANOS tentando e não conseguindo me agendar ou perdendo a data) fui lá!!

Mas infelizmente acabei perdendo muito do Festival pois estava um dia muito frio, com muita chuva e vento...

Por falar em vento...


Estas condições climáticas acabaram estragando muito, uma festa que tinha tudo para ser muito bacana e farta de cultura... Pena...

Mas nem tudo foi perdido tudo estava preparado para um Festival muito legal, até as "estátuas vivas" estavam a caráter (como registrou o Mídia Ativista Arrow)...



Pena!

Mas, borandar!

Eu cheguei por volta das 13h30 (até pq a abertura oficial estava marcada para as 14h00) e lá fui eu pela rua da Glória, virei na rua dos estudantes (que estava fechada para o Festival)


Continuei "pelo terreno do cemitério", passando pelo beco dos aflitos, fazendo uma paradinha pra "dar um tchau" (e fazer uma oração) "pra" Igrejinha que eu gosto tanto e pro "Chaguinha "(qualquer dia faço uma publicação a respeito disso e do "andando pelo cemitério")...


E segui avançando até alcançar a Praça da Liberdade


Onde pendurei no bambu o meu "Tanzaku" (não importa de qual cor hehehe)


Como outras pessoas (registradas pelo Arrow) também faziam...


E segui para o palco principal,


Onde me encontrei com o Mídia Ativista Arrow, que havia chegado mais cedo e feito os dois vídeos abaixo (dentre outros), que gentilmente nos (me) cedeu, de algumas apresentações como a do grupo "The Face"... E, por estes vídeos eu devo dizer muito obrigado...
 

 Ou, até pra entrar no clima, Arigato!!!


Agradecimentos feitos, relato que como a garoa fina, mais uma vez (de várias) se transformou em chuva, por volta das...


Resolvemos nos abrigar no Metro (ideia de muitos, MUITOS mesmo! Isso deu dó, pois era pra ter sido um Festival MUITO bacana e concorrido, não fosse o tempo)

 

E enquanto a chuva não passava e mais gente vinha chegando... (a enorme maioria passando e indo embora)


Fui reparando que a nossa (minha e do Arrow) volta, como era de se esperar em um evento de cultura japonesa, tinham muitos Cosplayers (também não preciso explicar o que é né?) e, por uns 30 minutos fiquei tentando entender se eram individualidades, grupos, um grupo, sei lá...

Até que resolvi fazer o mais básico, perguntar...

Puxei papo com o "Naruto" que devolveu o papo numa boa se prontificando a juntar um/o grupo pra conversar comigo... 

Passou um tempo e surgiram alguns organizadores(as), do evento deles, que me explicaram/perguntaram se eu podia esperar um pouco mais, pois faltavam chegar alguns... Como a chuva não parava e como eu estava animado em poder trocar uma ideia com representantes de uma cultura tão batuta (que sempre curti mas, sempre de longe, pois na minha época de CDF -ainda não se falava em nerds ou geeks- isto ainda não ocorria por aqui...) e me aprofundar um pouco mais no universo dessa tribo/grupo/moçada tão batuta, lógico que esperei (e devo dizer que valeu a pena)...

Fiquei por lá (na estação) esperando e procurando um lugar mais sossegado pra gravar o papo com eles, até que achei e voltei pra porta da estação quando soube que quem eles esperavam já havia chegado...

Aí nos reunimos e fomos pro fundo da estação, onde tive o seguinte papo (muito bacana!!) com a moçada do LIBA COS FUNNY


Papo este, seguido de muitas fotos...

Dentro...






E fora da Estação...










Sim, vocês viram bem hehehe
Tem uma cosplayer que se veste como uma militar e carrega uma bandeira do Brasil heheheh

Eu até queria tê-la entrevistado, mas a chuva deu uma trégua e deixei eles por lá curtindo o momento deles (após ter alugado o grupo num papo muito legal por bastante tempo!)... Fica pra uma próxima vez, pois qualquer dia quero ver se faço um matéria mais focada e mais aprofundada neste universo cultural tão rico e curioso, de uma juventude tranquila, sossegada, cheia de sonhos (e de realizações)...

Mas como disse, a chuva deu uma trégua e lá fomos nós dois (eu e o Arrow) tentar ver mais cenas e atrações do Festival...

Voltamos pro palco...


Acompanhamos um pouco, junto com muitos outros heróis (estes sem fantasia) que aguentavam a temperatura baixa e úmida, assistindo a programação...


Mas, adivinhem...

A chuva recomeçou!!

E aí não deu mais...

Me despedi mentalmente dos meus novos amiguinhos e amiguinhas que ainda estavam lá embaixo, na porta da estação, vivendo/curtindo o momento deles...


Me despedi do Festival (ou do que se conseguiu realizar hoje)

E sai cantando a musiquinha tradicional deste evento...

Sasa no ha sara-sara
Nokiba ni yureru
Ohoshi-sama kira-kira
Kin Gin sunago

Goshiki no tanzaku
Watashi ga Kaita
Ohoshi-sama kira-kira
Sora Kara miteiru

Na esperança de, amanhã, não estar chovendo e eu poder voltar pra acompanhar o segundo (e último dia do evento)

Até lá e (ou) até a próxima! 



P.S: Por falar no segundo dia do evento, a programação (do Palco) será a seguinte:
  • 10H30 – Himawari Daiko 
  • 11H – Ryu Murakami (Jackson)
  • 11H30 – Associação Bujinkan Hattori Hanzo
  • 11H50 – Teddy Shigueyama
  • 12H20 – Rizumu Taisso/Acal
  • 12H25 – Buyo-bu/Acal
  • 12H35 – Rizumu Taisso/Acal
  • 12H45 – Buyo-bu/Acal
  • 12H55 – Okinawa Goju-Ryu Karatê do Hozi kai
  • 13H15 – Aikido Maruyama
  • 13H35 – Tenryuu Wadaiko
  • 14H05 – Mariana Suzuke
  • 14H35 – Mika Youtien
  • 15H – Tsubasa 
  • 15H30 – Ricardo Nakase
  • 16H – Márcio Galvão e Eduardo Yoshimoto
  • 16H30 – Karen Taira
  • 17H – Mieko Tsurusawa
  • 17H40 – Elisios 
  • 18H10 – Encerramento



quinta-feira, 2 de julho de 2015


                                                                                                    Coluna: (Re)flexionário
                                                                                                    Autora: Mandy

 
Então para explicarmos de forma clara e objetiva para quem não entendeu o que é no que impacta este projeto de lei, vamos aos dados e fatos.

Segundo o site do JusBrasil (fonte acadêmica): “Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima”

Sistema Carcerário x Sistema Educacional: O Brasil hoje comporta a 4ª maior população carcerária do mundo, chegando a 500 mil presos.  Cada um destes centros de detenção provisória ou segurança mínima, máxima, enfim, qualquer forma de aprisionamento não dispõe de nenhum apoio para reintegração na sociedade ou solução dos problemas econômicos da família.

Hoje o país chega a investir até R$ 40 mil por ano em cada detento, enquanto que para um aluno o gasto gira em torno de R$ 15 mil.

No ano de 2015 os cortes nos investimentos da educação atingiram os 7 bilhões, e quando falamos de deficiência no sistema educacional, falamos também de professores que perdem sua qualidade de trabalho devido à tamanha exploração do estado, além de cortar-lhes os direitos trabalhistas, infringirem leis para fazer com que paguem pela greve, que por sinal é assegurada por lei.

Mas espera aí, todos estão insistindo no investimento da educação para evitar a população carcerária, pois a educação é a estrutura e a base de um povo. Mas vamos retornar um pouco, vamos analisar um pouco mais a fundo.

Em minha mera opinião, problemas sociais merecem atenção e uma análise ampla do assunto, quais são as variáveis que influenciam em um problema social? Quais são os fatores? Qual a origem do problema? Quem são os agentes do problema? Quantas outras esferas estão envolvidas? As perguntas são inúmeras para quem decide entrar a fundo no debate, e acredito que quando falamos da base do país estamos falando muito mais do que de educação, estamos falando em diversos outros direitos que impactam no desenvolvimento do individuo na sociedade.

Então aos fatos sociais.

Segundo o site Carta Maior, os 0,9% mais ricos do País detêm entre 59,90% e 68,49% da riqueza, sendo as principais fontes de acumulação de riqueza os fluxos de renda e heranças.

Segundo o site da EBC o total de pessoas que vivem na extrema pobreza passou de 10.081.225, em 2012, para 10.452.383 no ano passado (2013). A proporção de extremamente pobres subiu de 5,29% para 5,50%, também a primeira alta desde 2003.

Segundo os dados coletados pelo Instituto Data Popular, 12 milhões de pessoas vivem atualmente em favelas em todo o país o que corresponde tamanho do Rio Grande do Sul, quinto maior estado do Brasil. No total, 67% dos moradores são de negros, 42% dos lares são chefiados por mulheres e 52% já passaram fome. E seis de cada dez moradores da favela foram vítimas de preconceito.

Em suma, falta emprego, faltam serviços públicos de qualidade (transporte, educação, moradia, saúde e demais amparos sociais), falta renda pra uns enquanto que sobra para outros, falta um salário mínimo digno, e os custos com o padrão de vida só aumentam a medida que o país é corroído pela corrupção que visa o lucro dos grandes governantes e empresários. Pouco a pouco o país entra em uma depressão social, entra em ruínas dos direitos e logo o individuo se vê na necessidade de buscar por uma alternativa para não sofrer com a fome, com a doença, aliás, com a pior doença, a social.

Não é dizer que apoio a violência, tão pouco dizer que somos homens e mulheres das cavernas que atendem seus instintos que garantem sua sobrevivência entre dinossauros, mas de certa maneira, todos estamos buscando por sobrevivência, e sinceramente cansei de tanta hipocrisia, fala-se tanto do pobre pai de família e da pobre criança, mas não compreendem que quando a fome chega, somos capazes de tudo, e isso a história comprova, não sou eu que estou dizendo, porém imaginem, todos caminhos que tenta se seguir existe uma barreira estatal impedindo que você supere, que você viva, é como se o próprio governo desejasse o fim de sua população. A crise é maior ainda quando a violência torna-se a cultura de um povo, um povo da minoria que sofre com sua classe social, sofrem a violências das forças policiais e a exclusão de uma sociedade, logo este meio torna-se tudo o que sabem, torna-se o dia comum, a rotina, torna-se a revolta de ter aquilo que outros têm, torna-se na própria ação de tomar de volta o que é nosso.

Mas o cenário complica quando é pobre contra pobre, povo contra povo e o governo, nada de novo.

Opiniões e opiniões.

Participando de diversos debates a cerca desta polêmica, nota-se que a grande maioria da população não faz ideia de como este projeto de lei é uma tremenda enxugação de gelo, como é nada mais que uma medida paliativa que se mostra totalmente ineficaz, é a mesma ação de aumentar o policiamento para garantir a segurança dos indivíduos. Pensam que o encarceramento é a solução, quando ainda nem chegamos a causa-raiz do problema. Não existe solução sem análise da origem do problema, esta é uma cadeia de processos que deve ser respeitada para que funcione, caso contrário continuaremos com ações que não geram resultado algum.

E aí a opinião da geral era que os menores sabem realizar um ato violento portanto precisam saber receber sua devida punição. Ah mas o menor cometeu um crime “x” absurdamente violento e precisa pagar, ah mas se não aprovar a PEC eles continuarão “aproveitando” da “boa” lei que permite que eles realizem crimes, inclusive hediondos.

Esquecem que para evitar a violência deve-se ser um indivíduo que receba os direitos básicos à vida, esquecem que para agir com sabedoria e justiça deve-se receber isso da sociedade em que se vive, esquecem que neste país somos o espelho de nossos governantes, “matamos, roubamos,” e esperamos ficar impunes, pois afinal, eles estão impunes até hoje. Esquecem que grades não solucionam a revolta deste país, as grades são como chamam de “a faculdade” que te ensina cada vez mais sobre o ódio e sobre toda a vivência sofrida, e sobre toda a maldade que esta sociedade pode fazer nascer num indivíduo, as grades são para separar e fazer lembrar que o pobre não tem vez, enquanto que o rico vai usar a lei e adapta-la quando ele bem entender.

Antes de permitirmos que coloquem as grades, temos de abrir o espaço, trazer a liberdade, molda-la em princípios de igualdade, e assim estruturar um futuro indivíduo de bem que não será só mais uma estatística, que será uma personalidade autônoma e que afirmará seus direitos de viver nesta sociedade. É preciso parar de pedir por grades e sim pedir por direitos, vamos culpabilizar quem deve ser culpabilizado. Os menores nesta ação são apenas os agentes do problema, apenas aqueles que acabam por executa-lo, mesmo que sem querer, e o causador do problema, parece que todos têm medo, parece que sempre querem bater no mais fraco, aquele que tá lá no alto cercado por suas policias fascistas, a sociedade quer distância.


A redução não corrige o problema social ou da violência, mas a queda deste governo falido sim. É preciso a queda dos antigos moldes opressores para a ascensão da liberdade e igualdade.

Coluna: Curiando Por aí...
Autora: Karol Oliveira     


De certo modo sou a favor da redução, porém, o país não tem estrutura para isso. Acredito na reformulação do ECA, crianças e adolescentes estão cheios de direitos, mas cumprir seus deveres que é bom, nada, toda ação tem uma reação.

O país acaba investindo muito em repressão e a educação fica esquecida. Professores cada vez mais desvalorizados, escolas que parecem verdadeiras prisões. O engraçado é que para aprovar aumento salarial para parlamentares e contratação de novos assessores o Governo tem dinheiro.

Trabalhei em escola pública de ensino médio,  os alunos hoje não sabem o que é respeito, ainda tive sorte por trabalhar em uma ótima escola, mas infelizmente não é a realidade da maioria, podemos contar nos dedos de uma mão quantas escolas por Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo é possível chamar de "boa". O que acontece muito é professores e funcionários sendo ameaçados diariamente, mas a culpa não é desses jovens , nem dos pais, que na maioria trabalham o dia inteiro, a culpa é de um país que prefere deixar seu povo cada vez mais cego, para que continuem enchendo suas contas em paraísos fiscais, com dinheiro público, sem ninguém para reclamar disso.

Como ativista, vi com meus próprios olhos que o trabalho de base, a educação e o incentivo à cultura fazem toda a diferença, falar com eles e não só para eles, todos os dias já lhes dizem o que fazer, mas quantas pessoas os escutam? Quantos escutam o que eles querem ser quando crescer? Quantos se tornam de fato o que sonharam um dia?

Então esse é um momento de luta para salvar a juventude atual e futura desse país e não aumentar a marginalidade,   se o inferno de um presídio já destrói um adulto, o que fará com um jovem que tem tudo pra ser alguém na vida? Mas eu concordo que se com 16 anos pode assumir uma responsabilidade tão grande que é  votar , pode sim assumir as consequências de seus atos. Acredito também na reformulação das instituições para menores infratores, algumas fazem um ótimo trabalho de reeducar adolescentes, mas outras são iguais a um presídio.

Infelizmente sabemos  que na prática, o "playboy" não será preso e condenado, mas sim o negro e pobre da favela. Todos os dias eles já são condenados, em sua maioria recebem pena de morte em julgamento de minutos, o que acontece de fato na periferia não está no Tropa de Elite e nem na novela das 19h, quanto a verdadeira realidade, a maioria prefere fechar os olhos e fingir que não vê.

Enfim, esse é um assunto para uma longa discussão de diversas opiniões, mas todas corretas serem pontos de vista diferentes. Em alguns casos só o velho mi mimi de sempre preciso o diálogo e se atentar as brechas e contradições dessa e de tantas outras leis.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Coluna: Machadadas     
Autor: Ribas Machado



Olá!
Ontem eu caí em um post de um ativista amigo, no facebook, que perguntava: "Você é contra ou a favor a redução da maioridade? (responda livremente e sem medo)", aí fiquei pensando (mais) a respeito, pensando, pensando, pensando e acabei dormindo sem responder.

Hoje, acordei, li a Coluna (aqui no MLI), do Thyago, pensei mais um pouco, até procurei o post pra deixar aberto (caso me viesse uma resposta), mas além de não achar, pensei mais um pouco e, por conhecer bem a internet (desde a época das "bbs" e do IRC) parei de procurar, pois sei que este tipo de post gera gastura e fadiga, afinal a enorme maioria das pessoas (principalmente no Brasil, mas não só) amam "escolher um lado/time/gang" e enxergar tudo em P&B, aí pensei mais e vim escrever algo por aqui...

Bom, caro amigo ativista curioso (que talvez passe aqui um dia), e caros leitores que passam por aqui (e também tem esta curiosidade) minha resposta é...
  • Se for para poder alcançar aquele(s) menor(es) que queima índios ou moradores de rua por pura diversão, difícil ser contra!
  • Se for para poder alcançar aquele(s) menor(es) que estupra outros seres humanos só pq tem vontade ou pq acha que as vítimas "pediram" por isto, pois se "vestiram como vadias", difícil ser  contra!
  • Se for para poder alcançar aquele(s) menor(es) que mata outros pretos, pardos, brancos, amarelos, vermelhos pobres ou não só por matar, só pq deu vontade, difícil ser  contra!
  • Se for pra alcançar aquele(s) menor(es) racista/facho que mutila, tortura, mata outros seres humanos só por causa de seu tom de pele, opção sexual, opção religiosa ou lugar de nascimento,  difícil ser contra!
Mas aí alguém poderia perguntar se EU ACHO que esta redução reduziria a criminalidade...

NÃO SEI! Só sei que aqueles (citados acima) que fossem presos deixariam de cometer estes crimes (enquanto presos), o que, PRA MIM já estaria bom!! E se mais não bastasse, deixar (estes de cima) soltos não irá trazer nenhum benefício (a não ser pra eles) então truco nesta questão!

Ah! Mas aí alguém também pode perguntar se a prisão melhoraria estes menores...

Bom, aqui cabe uma pausa pra ensinar para os que não sabem e lembrar os que sabem mas de forma leviana, e quase criminosa, escondem que...

O Papel da prisão não é apenas ressocializar. Alias, para muitos, a prisão nem teria/conseguiria este papel (a realidade e a prática acabam assinando embaixo de quem assim pensa), ainda mais no Brasil!

Existem linhas respeitáveis de estudiosos teóricos e práticos que defendem que a prisão serve pra incutir medo na sociedade e evitar que as pessoas rompam seus freios morais/sociais e saiam por aí usando da lei do mais forte para pegar o que quiser, "comer" quem quiser, matar quem incomodar...

Mas não é só, também existem outras linhas respeitáveis de estudiosos teóricos e práticos que defendem a prisão como sendo um local pra simplesmente guardar, para tirar no meio social, indivíduos que, julgados pelos seus pares, se mostraram incapazes de tal convívio...

Pois bem, levando em conta que a primeira linha esta praticamente mais do que falida e, portanto, NA ATUALIDADE, não tenho como considerá-la, e levando em conta a parte TEÓRICA das duas linhas seguintes, não parece tão ruim a redução da maioridade...

Porém todas estas linhas, quando postas na prática, possuem disfunções e, tais disfunções, comumente por preguiça do Estado (mais preocupado com a reeleição) não são corrigidas (o que torna preocupante a redução da maioridade...) e, aí...

Alguém pode dizer (sempre tem um intrometido na plateia hehhe) que se não ressocializar o sujeito SAIRÁ de lá pior, ou que quanto mais se embrutece a prisão como forma de assustar, automaticamente mais se embrutece o criminoso que, sabendo que pode ser preso, comete crimes piores, já que dará na mesma. Lembrarão também que jogar (e esquecer lá dentro) na prisão os criminosos e fim, seria desumano (sem contar o fato de que a nossa constituição proíbe penas perpétuas) e que a realidade TAMBÉM já mostrou que, na enorme maioria dos casos, só vai pra prisão, só lá é jogado e esquecidos, aqueles que vem das populações pretas e pobres que "sujam o Estado Gourmet higienizador"...

Neste último ponto acima, haveria também quem lembraria que pela maioria da população carcerária ser composta de Pretos e Pobres, a juventude alcançada pela redução não viria de grupos diferentes... Só aumentando a higienização criminosa de um (ou vários) Estado(s) que desvia inteligência, dinheiro, ações e energia, que poderiam ser destinadas (ou melhor administradas) em soluções a longo prazo, para direciona-las em outras direções estranhas porém de resultado mais rápido e mais visibilidade midiática, que podem garantir futuras reeleições...

Outras disfunções do Sistema poderiam ser levantadas e, por conhecer (saber de) a maioria delas, fica muito difícil ser favorável!

  • Ah! Mas não seria melhor ter um assassino estuprador (mesmo que preto e pobre) sofrendo na cadeia, a ter várias vítimas (quiçá também pretas e pobres) sofrendo e com medo nas ruas? É, matematicamente falando, não tem como ser contra neste caso...
  • Ah! Mas você não acha que abrindo esta fresta o Estado preguiçoso não se aproveitaria e traria mais formas fáceis pra se higienizar a "sociedade" ou, pior, não se acomodaria AINDA MAIS, deixando de arrumar o que já existe e propor melhorias necessárias pra fazer funcionar o que ainda não funciona? É, aí fica complicado ser favorável... (Se bem que também é ilusão achar que a vitória de ontem trará grandes e rápidas mudanças)
  • Ah! Mas tirando alguns crimes e casos pontuais, você consegue dizer o que é certo e errado, que crimes são realmente crimes ou não passam de escolhas políticas de uma política marcada temporalmente?  É, aí fica complicado ser favorável...
  • Ah! Mas se não houver redução ninguém poderá ser alcançado, nem mesmo os que merecem e dia a dia constroem este merecimento de forma bem consciente... Com isto continuaríamos com a lei do mais forte, sendo construída junto com um cenário de caos... É, aí não tem como ser contra neste caso...
  • Ah! mas...
Tá tá tá!! Já sei (o que já sabia) e acho que já demonstrei o que eu queria, então...

Diga você (pra vocês mesmo/mesma e diga de forma geral e seguindo o pensamento P&B) vc é contra ou a favor? Qual estelionatário sócio político e parcial você se viu seguindo?

Respondeu?

Então proponho algumas novas perguntas?

  • Você comemorou a vitória ontem? Pq?
  • Você critica sistemas teoricamente, ou se prende (ou é preso), de forma preguiçosa, a disfunções do Sistemas e as trata como se o sistema fosse?
  • Você, como perguntaria Raul (aquele Seixas) "sabe no fundo do peito, que não era nada daquilo"?
  • Você acha que venceu a Guerra? Ou só uma batalha?
  • O que pretende fazer agora?
  • Será que não corremos o risco destes 5 votos terem votado contra, por serem favoráveis ao texto original?
  • Mesmo que com uma negativa à pergunta acima, você não tem medo que estes 5 votos só tenham sido dados para poderem ser vendidos por intere$$es obscuros?
  • Já pensou que mesmo sem estes 5 votos, o grupo que votou a favor da redução tem quantidade bastante pra aprovar a lei que quiser (pra quem não sabe, ontem era uma PEC, uma emenda Constitucional e, não, uma Lei) e pode usar isso de picuinha contra os que votaram contra (e representam em sua maioria o Governo)?
  • Você que comemorou a vitória, viu alguma mudança no Brasil ao acordar hoje?

Já tá bom né?

Até a próxima!!



P.S:

00h57 (do dia 02) Volto aqui para registrar que a Redução da maioridade penal acaba de ser aprovada em 1º turno, na Câmara, por quantidade maior do que a mínima necessária, ou seja, mais de 20 parlamentares mudaram o voto de ontem pra hoje, ou seja...  Ou seja... Ou Seja...











Coluna: Caverna do Tio Troll 
Autor: Tyrfang Hollydragon  


 

Well. 

Sim, eu sei que já escrevi algo esta semana, mas não consegui deixar passar o ocorrido ontem afinal tem...

Muita gente comemorando a vitória do NÃO à redução da maioridade penal no Congresso Nacional, ok. E eu também não era totalmente a favor (nem contra), por conta do nosso sistema judicial falho e carcerário injusto e medieval que não recupera ninguém. Mas, também acompanho as timelines alheias e vi muitos desses que comemoram a vitória reclamando da greve dos professores.
Oras bolas, se a educação é maneira mais apropriada para salvar nossas crianças do crime e da violência, como assim reclamar da greve? Como assim não ir para ruas apoiar o movimento grevista e lutar junto com os professores combalidos e ignorados pelo Governo Estadual e Federal, que simplesmente mantiveram 92 dias de paralisação sem negociação e ainda descontaram pontos e dias parados?
Governos como o do Paraná que agrediram os professores em praças de guerra? 
Você que comemora o impedimento da redução da maioridade penal para o julgamento de menores infratores que cometem 5 ou 6 crimes HEDIONDOS tipificados e específicos, porque o texto da lei foi enxugado e reduzido e chegou apenas à isso, estupro, latrocínio, homicídio qualificado, lesão corporal seguida de morte e outros dois que eu não lembro. provavelmente não leu o texto final.
Ficou comovido com a possibilidade do menor exposto a violência e que furta, trafica ou rouba ser jogado na cela com maiores violentos. Será que nessas tipificações eles não seriam menores violentos também (vide caso do Piauí e o estupro coletivo das 4 jovens onde um morreu ao ser jogado co penhasco).
Mas, agora, vamos lá, quero esse furor todo direcionado a educação. Porque de nada adianta ficar comemorando esta BATALHA vencida com o impedimento da aprovação da PEC e não fazer mais nada.
Derrotamos o Cunha, bradam os mais afoitos, Derrotamos os fachos e os reacionários bradam os de esquerdas (como se não tivesse reaças e fachos na esquerda). Derrotamos os monstros, bradam os humanistas. Derrotamos a violência, bradam os moderno e, derrotamos as bancada da bala e da fé bradam os Bigbrothers e Hipsters!!!

E agora Maria José..?

O que farão?

Teremos uma reforma educacional?

Teremos uma reforma institucional na Fundação CASA?

Ou isso é assunto demais para semana, e vamos descansar pois chegaram as férias dos meus filhos que estudam em colégios particulares caros e bem seguros, já que moramos em condomínios caros e protegidos e vivemos em bairros distantes da periferias horizontais e não precisamos corres para ajudar a resolver agora, já, esse URGENTE demanda social.

Bonito comemorar o NÃO.

Quero ver o que irão fazer agora!

Advogado do Diabo? Jamais!

Mas apenas uma reflexão para quem dá aula na periferia da periferia e acompanha o dia a dia da violência cotidiana e vê o mundo de faz de conta das redes sociais e dos amigos que acreditam em um mundo colorido onde a educação de qualidade dos colégios particulares caros talvez em 100 anos chegue no morro, na favela e na comunidade, e quem sabe assim a violência que forma os menores infratores possa enfim permitir a NÃO gestação de menores infratores e sim de crianças que não tem suas infâncias roubadas por um sistema falido e um país onde as prioridades são outras.
Voltemos à novela e aos campeonatos de futebol, e cuidado vai que morre outra celebridade e iniciamos uma nova 5 guerra mundial no Facebook.
Como amor.
Tio Troll

terça-feira, 30 de junho de 2015

Coluna: Caverna do Tio Troll 
Autor: Tyrfang Hollydragon  


Vivemos dias difíceis, cada vez mais acompanhamos os noticiários e vivenciamos situações de completa discriminação, ódio e violência. Serei direto hoje. Sem rodeios ou referencias engraçadinhas.

Depois dos ocorridos nas celebrações do Dia do Orgulho LGBTT, onde uma parte da grande sociedade tradicional brasileira fez ouvidos moucos e se recusou a entender o referencial do apelo artístico da transsexual crucificada (qualquer cone de transito da CET entenderia que aquela manifestação significava um basta na violência cotidiana na qual os transexuais são expostos, onde apenas 5% conseguem trabalho com carteira assinada e 95 % acabam em trabalho escusos e degradantes).
Logo após isso acompanhamos na TV a Constituição sendo rasgada dentro do Congresso Nacional, em um protesto de parlamentares, indignados com as manifestações do Orgulho LGBTT, se dizendo ofendidos, expondo fotos de conteúdo explicito em uma montagem que reunia tudo menos imagens da Parada Gay, e unidos em uníssono, oraram, e gritaram palavras de ordem e fé. Homofobia travestida de Cristofobia. Um novo termo inventado, e até mesmo aventado para ser transformado em crime hediondo, eu particularmente, não me lembro de ninguém morrendo nos últimos anos sendo morto por isso, mas, quem grita mais alto, leva... infelizmente o grito dos excluídos nunca é ouvido, como disse o querido padre Julio Lancelotti, se desculpando pelo comportamento anti-cristão de seus companheiros de caminho religioso, onde até mesmo Sua Santidade pediu por acolhimento e foi ignorado por muitos de seu rebanho.
Continuando no mesmo embalo, ainda temos o melhor garoto anti-propaganda do mundo que fez o melhor marketing de todos o tempos, na tentativa de boicotar O Boticário, pela inofensiva propaganda do dia dos namorados, conseguiu alavancar as vendas do empresa. O mesmo líder religioso que quer boicotar empresas que são "gay friendly" mas não exclui seu Perfil do FACEBOOK, sua conta do GOOGLE,  do TWITTER, ainda sua MICROSOFT, e centenas de outras marcas e produtos. Hipocrisia em nome da fé.
Seguindo  o curso nesse Estige tupiniquim, ainda temos a semana de conquistas igualitárias nos EUA, onde a Suprema Corte norte-americana reconheceu que o direito dos LGBTT em se unir legalmente não fere a Constituição, e portante ele se estende por todos os 50 estados, coisa que nosso CNJ, já havia garantido desde 2012, uma vez que se dependesse do Congresso assim como nos EUA, nada aconteceria, já que não se discutem direitos e sim fé nesses locais, é preciso apelar para as Supremas Cortes para que se garantam suas exequíveis tarefas.
O problema não foi nem isso, que foi celebrado através das redes sociais em todo o mundo, mais de 26 milhões de pessoas pintaram seus FACEBOOKs de arco iris para celebrar a igualdade e #lovewins, o problema foram as mensagens de ódio e raiva que isso gerou e a quantidade de haters e homofóbicos descobertos. A quantidade de pessoas que não entendeu que no Brasil a maioria dos apoios no Brasil foi por conta da atual onda de puritanismo, conservadorismos e extremismos religiosos, aventado por religiosos televisivos que pregam a milhares de fieis, arrecadam milhares de reais, incitam o ódio travestido de salvação e ainda propagam a miséria humana em forma de redenção.
Agressivo isso. Jamais!!
Ainda temos o golpe de misericórdia sendo preparado pelo Congresso com o novo e único Estatuto da Fé que será votado em regime de urgência que institucionaliza privilégios estatais ao religiosos, que protege os homofóbicos, garante a morte de centenas em hospitais livres de procedimentos médicos infernais, garante o direito de grupos religiosos fazerem o que quiserem em nome da fé e ainda criam punições para quem for contrario. Vamos crucificar o ESTADO LAICO e QUEIMAR A CONSTITUIÇÃO NA FOGUEIRA DA INQUISIÇÃO. 

A Idade das trevas se avizinha, são tempos difíceis...
E ainda há quem diga que o Estado Islâmico se aproxima do Brasil, cooptando nas periferias.
Quem sabe não teremos Cruzadas por aqui?
Ou revisitaremos uma Nova Salém? Embora muitos gostariam de umas Nova Jerusalém.
Dizem que com Deus não se brinca.
Nesse momento eu acredito que Deus adoraria que tudo isso fosse uma imensa brincadeira.
Só que não. 

Fé? Precisamos de Discernimento, precisamos de Esclarecimento, precisamos de Coexistência e Respeito. E que a Lei seja feita por pessoas capazes e não por pessoas "escolhidas" pela Fé"
Oremos....

domingo, 28 de junho de 2015

Hoje faremos um episódio do "Proseando com o MLI" diferenciado...

Não será com 3 (ou mais) conversas, já postadas em outras épocas, mas, sim com uma matéria inédita feita pelo Cristiano Assis, durante a nossa cobertura do 1º Encontro Sul-Americano de Psicologia Política.

Tal programa mostrará uma conversa com o Artista Maurício Adinolfi, criador da instalação "Calafate - Um Homem é um barco", instalação está, exposta/montada na FUNARTE que não passou desapercebida de ninguém que esteve no Encontro, muito menos do Fotógrafo Cristiano Assis...

Alias, por falar nele, além do papo, logica e evidentemente teremos fotos batutas!!

Espero que gostem!!

E fica a dica, visitem a FUNARTE e conheçam, vejam, sintam esta e outras exposições!!

Até mais, bom domingo e fiquem com o "programa"!!
 















F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

Quer saber as novidades em 1ª mão???

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