Voltamos à Ocupação Leila Khaled organizado pelo movimento TERRA LIVRE (mais informações no mesmo link anterior).
Desta vez para assistir/prestigiar/registrar uma patota que eu gosto muito.
To falando do povo do Coletivo de Galochas que interpretou uma das peças (do seu repertório) que eu mais gosto, me refiro à:
Além deles estava ocorrendo uma série de outros eventos para levantar fundos para a ocupação e para os ocupas, tais como venda de camisetas e "comidas árabes" (deliciosas).
Teve também um Sarau após a peça, mas, infelizmente não pude assistir (pq tinha outra pauta, em outro canto da cidade, em 01 hora).
Seja como for, foi muito bacana rever essa turminha, esta peça (ainda mais que tiveram inserções bem atuais no texto) e ouvir novamente esta música (autoral) que gosto tanto, e de quebra, conhecer a ocupação (antes visitada pelo MLI na pessoa do Walmor) e seus integrantes.
"Ah, todo rei é babaca Senão nunca ia ser rei Bom é ser povo, é ser caca É ser capacho do rei
Sim todo rei é gordinho Viva o micróbio e o crime Sim, todo rei é sozinho Mais de três pobres é time
Deus me conserve vassalo Bebendo esgoto da rua Com a polícia no calo Cachorro uivando pra lua"
E, neste clima, movidos por uma promessa (feita por nós/mim) que já estava pra fazer aniversário, esquematizamos um esquema muito bem esquematizado e fomos assistir, hoje, o último dia da temporada da peça:
E que surpresa/experiência batuta viu!!!
Com...
Direção: Daniel Lopez
Dramaturgia: Jéssica Paes & Rafael Presto
Sonoplastia, Arranjos e Treinamento Vocal: Antônio Herci
Letras e Treinamento Instrumental: Rafael Presto
Figurinos e Adereços: Diego Henrique & Rafael Presto
Cenografia: Raquel Bu Morales
O Elenco (composto de...)
Diego Henrique
Ighor Walace Trotta
Jássica Paes
Jhenifer Santine
Mariana Queiroz
Rafael Presto
Sofia Maruci
Por mais de uma hora, em mais de 10 cenas, fez a última apresentação (desta temporada no Parque da Luz, em Sampa), revolucionária, desta peça especial que consegue "quebrar tudo" que o esquema esquematiza como certo, correto, puro e fofo, alias, nem a a 4ª parede escapou...
O que torna a experiência de assisti-los, muito mais batuta!!
Até pq, nesta experiência, nós, plateia, mergulhamos em pensamentos, emoções, sensações, cores, provocações e incômodos gerados pelo texto, pela dramaturgia...
E pelas músicas!!!
Sim, elas estão presentes (muitas autorais, frise-se), o que torna tudo muito mais lúdico e supimpa!
Em Que Noite Mataremos o Rei
Onde os reis esfomeados tropeçam
Nos tapetes de veludo das mansões de critais
Lá conheci esse bobo-da-côrte
Esse santo homem louco
Que me contou coisas demais
Juntos bebemos e cantamos
Longe da lei dos homens de poder
Refrão
Qual o seu plano
Bobo- da- Côrte
Em que noite mataremos o rei?
E falamos da miséria dos homens
E do frio que se acumula nos becos da cidade
Das mulheres que se lavam nas sarjetas
Das crianaças virando fumaça por causa da fome
(Refrão)
Pegaremos em armas?
Ergueremos bandeiras?
Faremos a cidade arder toda em vermelho?
Montaremos nossas bombas nos palácios, parlamentos?
Armaremos guilhotinas?
Dar início a uma guerrilha?
Ver as ruas tomadas no calor de um novo dia?
Enterraremos nossos mortos?
Ser maior do que o cansaço?
Em que noite mataremos o rei?
(Refrão)
Deu pra ter uma ideia né?
Pena que acabou...
Mas que bom que pudemos (e vocês poderão) ouvir um pouquinho mais dessa patota!