Mostrando postagens com marcador Intervenção Militar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intervenção Militar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Coluna: Pé no Asfalto
Autor: Walmor Carvalho



Em meio aos protestos e batidas de panela cada vez mais ruidosos contra a Presidenta Dilma, desde 2014 até agora, um velho fantasma volta a rondar a democracia brasileira. São homens e mulheres que acreditam que: o objetivo do governo é implantar a ditadura comunista no Brasil e na América Latina; que todas as instituições do governo estão perdidas para a corrupção e o aparelhamento; que o povo brasileiro está à mercê da fome, do desemprego e da insegurança pública; e que, por fim, a única solução é a volta dos militares ao poder - não através do golpe, mas por meio da chamada "Intervenção Militar".

Esse pessoal montou um acampamento batizado de Mário Kozel Filho - em homenagem ao militar morto durante um atentado a bomba realizado pelo grupo guerrilheiro VPR ao quartel do II Exército - bem no canteiro central da avenida que leva seu nome, entre a Assembleia Legislativa e a sede do Comando Militar do Sudeste, no Ibirapuera. Quando bati o olho naquele acampamento, numa tarde qualquer de sábado, sabia que ia sair algum cachorro daquele mato bizarro.







E saiu.

Visitei o acampamento numa quarta-feira, dia 12 de Agosto, e fui recebido pelo senhor Carlos Alberto Augusto, delegado aposentado de 71 anos que ficou feliz em encontrar um jornalista independente para conversar e mostrar o acampamento. Ficou ainda mais feliz ao saber que eu era formado pelo Mackenzie, tanto que pegou meu bloco para anotar a indicação do "Livro do Parizi": a biografia do ex-Mackenzista e brutal membro do infame Comando de Caça aos Comunistas João Parizi Filho, que teria sido sequestrado logo após a Batalha da Maria Antônia, em 1968, e torturado pelo próprio José Dirceu. Apesar de não se considerar líder ou coordenador, foi Carlos que me apresentou aos membros presentes do acampamento; Um ou outro vestia tons de verde oliva ou camuflagens nas roupas.

O acampamento é pequeno e mantido estritamente por suprimentos trazidos pelos militantes e por doações, cujo processo de recebimento é criterioso: "As pessoas que vêm doar coisas, a gente faz uma restrição pra saber o porquê de querer dar aquilo, porque não aceitamos nada de gente ligada ao Partido Comunista, ao Crime Organizado, a partidos políticos". O local já conta com cozinha, algumas camas, banheiro químico e um gerador à gasolina, que os acampados fizeram questão que eu fotografasse para mostrar que "não estavam roubando energia". Carlos contou que os membros do acampamento se revezam e que são cerca de 70 pessoas, a maioria já entre os 40 e os 60 anos. E isso é só o começo: "Esse aqui é o primeiro acampamento mas estão vindo mais. Vamos fazer um no Cambuci, outro ali na base da Marinha na Sena Madureira. E já temos um no Forte lá da Praia Grande [a Fortaleza de Itaipu, sede do 2º Grupo de Artilharia Antiaérea], Santos, Porto Alegre...", completa. Os presentes no ato da matéria eram cerca de 8 pessoas - dentre estas, 3 mulheres -, que se revezavam na organização da cozinha e na limpeza.





Sobre o objetivo do acampamento, o ex-delegado conta: "O que me deixa aborrecido é que todo jovem que existe na sociedade hoje desconhece o que aconteceu. Foram doutrinados por teorias marxistas e leninistas para poderem ser escravos da população também. Por isso, o objetivo deste acampamento é a liberdade total, especialmente para a Imprensa". Imprensa esta que, em sua visão, é "omissa e conivente com o crime": "A imprensa não escreve aquilo que quer, escreve aquilo que os governantes mandam fazer. A verba que eles recebem é grande e ficam sob os olhares do Governo Federal". Porém, essa posição de confiança e liberdade à imprensa não se manteve quando, no domingo 16 de Agosto, apareci para fazer mais umas fotos e exigiram que eu anotasse meus dados pessoais, como nome e endereço, para quando "precisassem dos meus serviços". Não contestei, mas anotei tudo falso.



A conversa segue e, sobre o objetivo do acampamento, o ex-delegado foi direto: "Estamos sendo governados pelo Crime Organizado, as instituições estão corrompidas e a população está refém do crime. Nós somos nacionalistas e estamos pleiteando junto ás Forças Armadas para que façam valer o artigo 142 da Constituição Federal". E explica sua visão do artigo: "Quando o país está totalmente desgovernado e sob a mão dos criminosos, as únicas pessoas que podem decidir (sic), são as Forças Armadas". Vale lembrar que, em suas primeiras linhas, o Artigo 142 da Constituição Federal coloca as Forças Armadas sob autoridade suprema da Presidência da República, a mesma instituição que os ativistas querem depor.

Mas, afinal, o que seria a tal "Intervenção Constitucional" defendida pelos ativistas e qual sua diferença comparada a um golpe de estado? "O Golpe não existe nem nunca existiu no Brasil. O Golpe mesmo está sendo articulado hoje em Brasília pelos partidos políticos que estão querendo pleitear o Impeachment para colocar o vice-presidente. Ai seria golpe porque é trocar seis por meia dúzia. Esses políticos já estão no poder há muitos anos, e não tem mais condições de governar o país, aí resta apenas as Forças Armadas porque ainda gozam de grande conceito na sociedade". Discurso esse que é assombrosamente semelhante ao que nos conduziu ao Golpe Militar de 1964, o qual também começou sob o pretexto de uma intervenção a curto prazo, como Carlos me lembra logo em seguida: "Não houve golpe, o que aconteceu foi que a sociedade exigiu providências das Forças Armadas e é exatamente isso que estamos exigindo hoje". Ainda em 2014, porém, as Forças Armadas rechaçaram qualquer possiblidade de "intervenção" na democracia brasileira.

Em meio às fotos que eu ia fazendo do acampamento, Carlos vinha conversando também sobre a questão dos imigrantes que vêm chegando ao Brasil nos últimos meses, no que considera isso mais uma manobra do Governo contra o povo: "Pra que importar gente da Nigéria, do Haiti sendo que já não tem emprego nem comida aqui no Brasil? Sabe o que é isso? Ela tá importando imigrantes, muita gente islâmica, para semear a discórdia no Brasil." Não muito depois, porém, passou em frente ao acampamento uma delegação da Indonésia, a caminho da cerimônia de abertura da feira internacional de educação World Skills São Paulo 2015, no Ginásio do Ibirapuera, e Carlos - junto com outros membros do acampamento - aplaudiram em meio a falas de "Parabéns! É isso aí! Saiu da linha, bala!", em referência à execução dos brasileiros Marco Archer e Rodrigo Goulart pelo governo indonésio por acusações de Tráfico de Drogas.

Conversando também, perguntei a Carlos sobre a opinião deles sobre o protesto pelo impeachment da presidenta, marcado para o domingo de 16 de Agosto, na Paulista. Ele foi veemente de que seu grupo não participaria do ato: "Nós vamos permanecer aqui no acampamento porque a Paulista vai ser um local mais próprio para namorados. Essas pessoas que vão para a Paulista não são patriotas, são torcedores da Seleção. Por isso eles usam as camisas da seleção e não as cores do Brasil. Aqui, todos nós usamos o verde e o amarelo do Brasil e as cores do Exército porque acreditamos que, acima da Seleção, vem a pátria e que é preciso antes descobrir o Brasil do que o futebol e a cerveja."

Falei também com uma senhora que fazia coro às falas de Carlos, enquanto se desdobrava entre as tarefas de organização da tenda. Segundo a própria, é conhecida como “Gracinha Félix”. Tem 64 anos e estava vestida dos pés à cabeça em roupa camuflada, no padrão do Exército Brasileiro. Para ela, "Isso [as manifestações] é tudo ação política, porque nem todos eles sabem que não existem condições de impeachment, que não tem condições do Cunha nem do Michel Temer nem do Renan Calheiros assumir o poder porque todos eles estão comprometidos na lava-Jato."  Ela lançou a seguinte pergunta: "Com tudo o que tá acontecendo no Brasil hoje, existe solução que não sejam as Forças Armadas? Não existe, porque o três poderes estão aparelhados. A grande maioria dos partidos são de esquerda. Nossa posição é uma minoria. É tirar a Dilma de lá e ficar o resto corroendo as estruturas. E se ficou comprovado de que ela cometeu [crime de] lesa-patria, desviou dinheiro para outros países sem aval do Congresso, é sinal de que não existe mais democracia. E como reverter esse quadro? Só através das Forças Armadas."


Mas, afinal, de onde vem essa fé quase messiânica nas Forças Armadas? Uma fala de Carlos, dita no começo de nossa conversa, joga uma luz nessa onda de pessimismo generalizado: "Estamos chegando no Caos. Nosso judiciário está podre, o executivo podre e meio e a única instituição que ainda goza de muito conceito são as Forças Armadas. E tenho certeza de que as Forças Armadas não vai (sic) abandonar seu povo". Acontece que, em declarações recentes, o Alto-Comando do Exército negou qualquer possibilidade de tal "intervenção". Em entrevista ao periódico paranaense Gazeta do Povo, o General Comandante Militar do Sul Antônio Mourão afirmou, com todas as letras: "Uma das nossas missões é a garantia dos poderes constitucionais. (...) A gente deixa muito claro que o Exército, com as demais Forças Armadas, estará pronto para manter as instituições em funcionamento. O Exército não vai assumir o poder, não vai fazer nada disso. O que vai fazer é manter as instituições; garantir que o Executivo, Legislativo e o Judiciário funcionem".


O posicionamento dos acampados em relação às manifestações, porém, não se manteve. No domingo, em meio às bandeiras e camisas da Seleção, estava boa parte dos militantes do acampamento em torno de um carro de som preto estacionado em frente ao prédio da Gazeta, adornado com faixas que pediam a Intervenção Militar. Pela lente da câmera pude ver Dona Gracinha em cima do carro de som, trajando sua fantasia militar completa. E, enquanto aguardava um colega cinegrafista fazer umas tomadas de cima do carro, fui cumprimentado pelo próprio Carlos Alberto Augusto, que trajava um terno impecável e usava um capacete de ferro da Revolução de 1932. Trazia um cartaz falando "Quero ser ouvido pela Omissão da Verdade (sic)", e não deu sinal algum de lembrar-se do que me havia dito sobre os protestos.

  
Posteriormente, enquanto escrevia este artigo, investiguei (olhando matérias veiculadas dentre outras fontes, no último segundo/IG, no R7, na página do Senado Federal e na Gazeta do Povo) sobre o que se tratava o tal cartaz, e descobri o que o ex-policial esqueceu de relatar naquela tarde de quarta. Conhecido nos tempos de delegado como "Carteira Preta", Carlos Alberto foi nada menos que braço direito de Sérgio Paranhos Fleury, que comandou com mão de ferro o antigo DOPS em São Paulo. Carteira Preta teria se dedicado à repressão entre 70 e 77, tendo se infiltrado nos movimentos pastorais da Igreja Católica e nos sindicatos do ABC. É um dos poucos agentes que se mantiveram na ativa após a abertura democrática (ainda era delegado ao conceder uma entrevista ao portal IG, em 2013) e é um dos pouquíssimos a serem réus em processo criminal por suas atividades durante o Regime. Teria participado da prisão do corretor de imóveis Edgar de Aquino Duarte em 1971, o qual foi dado como desaparecido em 1973, e foi o responsável por orquestrar as tocaias que assassinaram militantes e guerrilheiros contrários ao Regime, incluindo o Massacre da Chácara São Bento, em 1973. Ao IG, ele afirmou que faria tudo de novo.


De volta àquela quarta-feira. Pouco antes da foto de encerramento com todos os membros,  em meio a convites de "Traga seus amigos!" e mais alguns elogios e incentivos à minha posição de jornalista independente, um senhor de barba rala e grisalha, trajando camiseta branca e com um crucifixo jesuíta de madeira no pescoço, me fala o seguinte, por fora do gravador: "Sabe o que é tripinha? Aquele trocinho que cavuca e arranca se torcendo do chão? Então, se você ferrar com a gente, olha o que acontece", e fez o gesto de torcer e arrancar apontando para minha virilha. E emendou depois, sorrindo debochado: "É brincadeira, tá?”.

Então tá...


OBS: Duas semanas após o protesto e três após meu descobrimento daquele acampamento, eis que dou uma passada lá naquela avenida por qualquer motivo, e constato que ele continua lá. Não parei para cumprimentar ninguém, mas você leitor está convidado a conferir essa doideira em primeira mão



terça-feira, 14 de abril de 2015

Texto e Imagens: Ribas Machado
Agradecimentos e parabenizações: (ao) Mídia Ativista Arrow Collins, 
pela captura (e permissão de veiculação) de um dos mais divertidos 
vídeos do dia.




E lá fomos nós, mais uma vez, acompanhar as movimentações dos (muitos) grupos (e pessoas) que "querem reforma agrária no Sítio do Pica Pau Amarelo, começando com a ocupação da Casa Grande, localizada no Plano mais Alto da região, e subsequente destituição da Dona DENTA".

Já de cara vale avisar que:
  • Esta publicação será longa, então, se você não tiver interesse no assunto nem comece a leitura pois não irá acabá-la e, com isto, como ela tem começo, meio e fim, sairá mais perdido(a) do que entrou...
  • Por outro lado, caso você tenha ALGUM interesse no assunto, leia só a introdução (que já lhe deixará bem informado-a-) e não clique no link que levaria você pra cobertura completa, pois ela está longa...
  • Mas se você é uma das pessoas acostumadas e entusiastas com o nosso estilo de imprensa literário e libertário, então acomode-se e borandar, pois nas próximas linhas/imagens/vídeos buscaremos passar a realidade deste dia 12 de abril de 2015...
Prontos?
Prontas?

Eba!!!

Então bora introduzir a introdução já alertando que, enquanto vocês estavam no sofá, ou no banco da Igreja, ou em algum trono...

A intervenção militar começou!!!!


 Pelo menos os interventores já receberam uma amostra grátis...


A Revista Época (usando um termo que a moçadinha 
usa hoje em dia) MITOU!!


E os partidários/entusiastas da censura, da tradição, família e propriedade, já tiveram que conter a libido e (muito provavelmente) dormir na sala colocando gelo nos hematomas...

 Ficam aqui os parabéns (os agradecimentos e a nossa inveja) pelo registro
que o Mídia Ativista Arrow Collins (sempre ligado e acordado)
conseguiu, de um dos momentos mais divertidos do dia.

Enquanto isto tudo ia ocorrendo, nós, que temos pouca resistência à dor, que não somos bobos "pra tirar onda de herói" (toca Rauuuul!!!) e que gostamos dos nossos dentes, resolvemos nos misturar e literalmente nos amalgamar/embandeirar com a onda verde amarela...


Inclusive já tratei de revirar nossos arquivos e tirar o pó de um compacto especial (sim, este era o nome dado aos discos que -junto com os Long Plays- foram os antecessores do CD e do DVD, e que costumeiramente vinham só com duas músicas, uma principal no Lado A e outra, menos conhecida, que vinha na onda da principal, no Lado B)...




Assim, em uma próxima cobertura, poderei agradar o Vovô Metralha e sua turma...



     
Pois, já sabendo(lembrando) a letra de cor, poderei me misturar melhor (cantando e dançando em um transe feliz, quase histérico)...


Com aqueles, e aquelas, que sentem...


Dessa forma poderei manter minha integridade física devidamente intacta...


Mas...
Brincadeiras (ou não...) de lado, até para fechar esta (longa) introdução introdutória, vale dizer que:
  1. Tinha MUITO menos gente do que no dia 15 de março de 2015;
  2. Na NOSSA leitura, os presentes eram constituídos BASICAMENTE de Pessoas que (animadas pelo que viram, do sofá, no dia 15) resolveram IR BRINCAR DE MANIFESTAÇÃO + Pessoas que NOVAMENTE foram pra rua SE MANIFESTAR, só que desta vez focadas no que e em quem queriam ouvir/acompanhar + Pessoas que foram fazer "footing" (com a família) na Av. Paulista e ASSISTIR ("de fora") aquele evento festivo promovido pelos dois outros grupos anteriores e pelos carros de som...
  3. Por falar nos carros de som, vale dizer que tinham muitos!!! 
  4. E vale registrar a presença dos principais, quais sejam: O do "Revoltados Online" com seu líder, e subcelebridades, se pronunciando entre uma ou outra execução do hino nacional, o do "Endireita Brasil" sempre bem criativo com bonecos, frases e sacadas visuais divertidas, o "Carro de som Gourmet" do "Vem pra Rua" com assessoras da assessora de imprensa controlando, com uma listinha de "mídias amigas", quem ganharia a pulseirinha para poder adentrar ao cercadinho, tendo assim acesso às várias "autoridades", "celebridades" e "pessoas conhecidas" que lá estavam/passavam para tentar dar seriedade e consistência aos discursos dos "animadores" e do "porta voz", os "Carros Interventores", querendo intervenção ou demonstrando algum fetiche pela farda ou por pessoas fardadas, enquanto, nos intervalos (alguns destes carros) destilavam seu veneno e recalque pelos demais carros "coirmãos", e o carro do "Movimento Brasil Livre" que, sem nenhuma dúvida era o mais batuta (se um dia eu for organizar uma marcha, vou querer um caminhão daqueles...), com mais plateia (mesmo sem precisar fechar as duas pistas da Paulista e bloquear a passagem de quem, não conseguindo andar/passar acabava parado/preso ouvindo berros e frases feitas dos que assim agiram), onde estava a já tradicional moçada do movimento, sempre afinada no discurso (que embora eu não concorde com muitos pontos, respeito a integridade da linha de raciocínio), se bastando no palco (sem precisar de terceiros para dar apoio ou alargar as costas) e (ainda) humilde e aberta com praticamente toda a imprensa (tirando só os que vivem de caçá-los e -ou- APENAS tentar desconstruí-los com má fé), até mídias ativistas clássicos de 2013 eu pude ver ao meu lado (sim, este foi o único carro que eu subi, desta vez) no alto do caminhão (local reservado pra mídia);
  5. Vale mencionar também a presença do carro do Movimento (também tradicional neste ambiente) "Quero Me Defender", que por estar depois do MASP (nós demos uma boa pausa antes do MASP, no caminhão do MBL, pois era o ponto principal do dia 12 e não queríamos perder nada...) e por, em tese, ter ido embora cedo, não pudemos ver e, portanto, nada poderemos comentar além da presença (que vimos através de vídeos na rede social Facebook);
  6. Não tem item 6, mas em breve vocês terão a cobertura completa e bem detalhada de todo este dia... Acompanhem a publicação pela FANPAGE, ou então deem umas passadas por aqui mais tarde pois, muito em breve, ela estará publicada (só ainda não o foi, pq o Youtube e o Local de armazenamento de imagens estão virados, e com um Upload puxado por carroças de boi);
 Até breve (se a conexão deixar)!

(Sr. Júlio Cesar dá seu recado...)






Muito bem, muito bom...

Introduzida a introdução, passemos ao relato mais (mais!!??) detalhado...

- 14h00 - 

Chegamos na Paulista (pela Avenida Brigadeiro Luis Antonio), andamos um pouquinho e já por volta das 14h06, avistamos o primeiro (de muitos) Carro de Som


Registramos algumas cenas (um pouco desanimados com a "recepção")


E seguimos em frente...


Embora o relógio já marcasse 14h09, a Av. Paulista (devidamente bloqueada e liberada pela PM) ainda estava bem vazia, nesta região...


Aos poucos fui deixando os interventores pra trás...


Bem pra trás...


E fui andando e chegando perto do segundo Carro de Som, este, de um dos grupos que iniciaram este específico ciclo de manifestação, me refiro ao "Revoltados Online" ...


Eles ainda estavam se organizando, ACHO QUE tinham acabado de chegar/se posicionar e ainda não tinham "começado os trabalhos"...


Passei pelo caminhão, registrei o outro lado (pois ele era um dos que cortavam a paulista)


E segui em frente, quando resolvi averiguar o que era um amontoado de pessoas animadas e gritando "Meu Presidente"...


Cheguei mais perto e constatei que o paulistano gosta mais dos cariocas do que os próprios cariocas (como, também, diga-se, gosta mais de Mineiros, do que os próprios mineiros tsc tsc)

 

Alias o gosto era tanto que houve até uma inversão do que muito ocorreu no dia 15 de março, ou seja, ao invés dos civis torrarem os militares para selfies e groupies, lá, naquele amontoado, os militares que pediram para tirar selfie com o "civil"...


Por falar no "civil" de cima, o filho dele, também estava presente, embora sem tanto assédio...


Feito o registro, continuei a caminhada (14h27) e eis que, ao fundo, os Revoltados Online começam a... Tchan Ran!!! Tocar o Hino Nacional...


Para a alegria de alguns que devem estar lá até agora (pois esse coletivo/grupo costuma tocar umas 30x o hino)


Um pouco mais de caminhada (14h29) e eis que surge o Carro de Som do grupo Endireita Brasil (que muito gentilmente nos cedeu entrevista no dia 15 de março e permitiu nosso acesso ao topo do caminhão -aquela vez- pra tirar fotos).

Grupo este, sempre, bastante visual e lúdico, com várias abordagens/atitudes diferentes e divertidas (não exatamente para o alvo das "piadas")



 



 


Registros feitos, relógio já marcando 14h34, eis que surge MAIS UM carro pedindo Intervenção Militar...



Registro feito, seguimos deixando o moço fortinho com capacete e bermuda pra trás...

Pelo caminho, "manifestantes" tentando melhorar o mundo enquanto brincam com a saída de ar do Metrô...


 

Melhor não contrariar...

Vamos continuar caminhando...

Detalhe que já são 14h37 passadas e, muitos espaços vazios ainda são vistos pela Paulista...

Tanto quando olhamos pra trás...


Quanto quando olhamos pra frente (reparem o prédio da Gazeta à direita -lembrando que começamos a peregrinação na Brigadeiro...)


14h38 -  E mais uma caminhão com fetiche militar


Embora representando mais do mesmo, o caminhão acima, ou melhor, as pessoas no caminhão acima, em uma contínua repetição intercalada por uma ou outra frase ou discurso solto, buscavam atacar e desconstruir outros grupos coirmãos, como vocês podem ouvir no vídeo abaixo...


Após conseguirmos o registro acima, seguimos em frente (14h46) deixando a Gazeta e a patota rancorosa pra trás...


 Agora foi a vez de trombarmos o "Movimento Federalista" que, sem carro de som, motou um "acampamento" onde colhia assinaturas e distribuía panfletos...


 



 

Olhamos, ouvimos, registramos e seguimos...

Até chegar as 14h53 no carro de som da União Nacionalista Democrática que, acima trazia o que vocês podem ver abaixo...




Abaixo, na rua, tinham um Senhor andando pra lá e pra cá com a faixa abaixo...


E, das caixas de som, tocava a "Eu te Amo Meu Brasil", que há séculos não ouvia (vale a pena ouvir de novo hehehehe)


Ouvi, "me emocionei", quase dancei, mas me segurei e resolvi me afastar pra "não sair do armário" heheheh


Relógio marcando 15h00(uma hora de caminhada, já...)


E 27ºC...

Finalmente a primeira "MUVUCA" começava a aparecer...

Aparentemente por causa do Carro do Vem Pra Rua e seus fãs/seguidores... Fomos averiguar, até pq estava no nosso caminho mesmo...

Enquanto avançávamos pudemos verificar muitos manifestantes, tentando melhorar o mundo enquanto buscavam uma sombrinha para o sol das 15h00...



Só pra localizar, estávamos perto da estação...


Fomos chegando perto da "muvuca"


Mais perto...


E enquanto buscávamos furar o bloqueio e nos aproximar, íamos ouvindo (15h09) das caixas de som do carro, a cientista política da GUATEMALA, Gloria Álvarez (também conhecida como a "Reaça Gata")


Por fim, 15h12, conseguimos chegar perto do carro (se arrependimento matasse...) e quase ficamos surdos (nós e alguns dos convidados ilustres do Grupo...) com o animador de comício de vociferava com palavras (berros, ok...) de ordem...


15h14 -  Até tentei fugir dali, mas então percebi o drama, percebi o pq da muvuca, o pq da multidão ali parada...

Não era exatamente pela qualidade das palavras que vinham do carro, não era por causa das presenças ilustres que até serviam pra abafar/mascarar a falta de grande conteúdo no discurso e nas ideias originalmente apresentadas pelo grupo original que dava cara e portava a voz do grupo, NÃO!!

A "multidão" ali se formou, pq o caminhão (bem cumprido, diga-se), e o gradil em volta do caminhão, conseguiram formar uma cruz na avenida e, QUASE que tomando as duas faixas, conseguiram com isto afunilar a passagem e obter um público (literalmente) cativo...

Dessa forma quem vinha da Consolação não conseguia (sem MUITO esforço) cruzar sentido Paraíso e quem vinha do Paraíso (como eu vim) não conseguia cruzar pra Consolação...

Cansado (pois demorei alguns minutos pra perceber a roubada em que eu estava entrando, verdadeira areia movediça), parei um pouco e fiquei observando a mecânica intra grades...

Nisso já era 15h15...

Fiquei vendo o entra e sai no gradil, seja pela permissão de alguns senhores que distribuíam "pulseirinhas" pra agregar valor ao camarote, seja por representar uma veículo de alguma mídia que tivesse a ""sorte"" de estar na listinha que as assessoras da assessora de imprensa carregavam e tinham por função consultar cara/lista/crachá...



Ouvi alguns amigos falarem no alto do carro (vergonha alheia...)


E por volta das 15h32 (pois é, quase 30 minutos sem conseguir me mexer -pois não sou fã de muito calor humano com estranhos, então demorei a me animar ou ter razões pra encarar a massa-) após ouvir a pérola do vídeo abaixo e fazer um rápido "teste do pescoço" constatando que o menininho animador do carro devia estar cego ou então sofrer de algum daltonismo,



Cansei de ouvir TANTA bobagem e, me valendo de muito desforço físico e imediato (hehehe), consegui ganhar a liberdade e ir deixando o "Carro de Som Gourmet" pra trás...


30, 40 metros após o carro, já na direção Consolação, quando já conseguia andar sem tocar nas pessoas, vejo um pequeno tumulto, vou verificar e...


Vejo que era o Danilo Gentili (Apresentador de um programa de entrevistas, do Sistema Brasileiro de Televisão)


Registro o fato e sigo em frente


Até pq já era 15h50...


Por falar no SBT, olha eles aí... (e olhem bem onde eles estão... Separados da manifestação pela altura e por um portão de ferro...)


Mas, cada um na sua e fazendo o que consegue fazer né... Se eles não se sentem bem no povo, quem sou eu pra julgar...

Bora continuar pra frente, afinal agora já dava pra caminhar de novo...

É chegada a vez de registrar o carro de som do "Movimento XV de Março"... Eu nunca tinha ouvido falar neles (o que não quer dizer nada) e, até pela falta de algo mais do que vocês estão vendo abaixo...



Continuei andando em direção ao MASP (onde tinha o anúncio que teriam enchido o vão livre de banheiros químicos)


Deixando o XV de março pra trás, até pq já estávamos no 12 de abril (dããããã)



No caminho pude ver mais um ponto de venda de camisetas revolucionárias (sem nota fiscal, pra alegria do Felipe Gini)...


Registrei um grupo que vinha na (minha) contra mão protestando...


Acompanhei um galo fazendo entrevistas...


Um galo????


Ah bom!!!

E finalmente encontrei alguém que gosto, naquele mar (tá tá tá, ok...) naquele córrego de gente. Me refiro à Deputada Mara Gabrilli, ser humano que gosto e respeito bastante...


Após algumas palavras com ela, pude ver o carro de som do Movimento Brasil Livre


Olhei em volta, vi que era um carro só (ou seja, não tinha um carro de SHOW e um carro pra Imprensa como no dia 15)

Desanimado (hehehehe) fui chegando mais perto e então veio o susto...

Pois o Carro não era um carro de som simples, ele era um verdadeiro MEGAZORD, só faltava andar, falar e salvar o planeta terra de monstros alienígenas!!


Quanto mais eu chegava perto, mais curioso ficava, então vi há poucos metros de mim, um fotógrafo conhecido e antigo em manifestações, falando com um rapaz com a camiseta do MBL que apontou para uma entrada no gradil (sim, também tinha gradil lá) e o fotógrafo pra lá, foi...

Fui atrás, guardando distancia e vi que outro rapaz, também com camiseta, falou com o fotógrafo, barrou sua entrada e por lá ficou... Esperei o Fotografo sair, chamei o rapaz para a parte do gradil onde eu estava, observando a cena, ele veio tranquilamente e tivemos o seguinte diálogo:
- Olá você que está credenciando a Imprensa?
    - Sim...
- E qual o critério de acesso?
    - Apresentar credencial, você tem credencial?
- Tenho (apresentei)
    - Então vem...
- Fui...
(sem listas vips só com mídias chapa branca, sem assessoras da assessora de imprensa, sem pulseirinhas de camarote, sem nenhuma frescura... Só pedindo uma simples credencial até pra comprovação, simples e justa de estar ali um profissional fazendo uma cobertura jornalística profissional...)

16h11 - Eu já posicionado em cima do MEGAZORD, comecei a fazer registros lá de cima...

Já de cara, lembrei do MASP, dos banheiros químicos... BANHEIROS QUÍMICOS???? Só to vendo o vão livre, livre e fechado pela tropa do braço... (devem ter ficados viciados nesse posicionamento, mesmo quando não tem manifestantes e imprensa lá no vão livre heheheh)




Buscando esquecer a razão que eu tanto queria chegar no MASP, resolvi focar a atenção na plateia que cercava este carro...



 Sem nenhuma dúvida, a maior e mais interessada até então (e me arrisco dizer, de toda manifestação) e olha que no super carro megazord, "só" tinha a rapaziada (de 18 a 30 e poucos anos) do próprio movimento... Nada de autoridades, celebridades, artistas... Só a moçadinha e suas falas afinadas e bem embasadas (embora eu não concorde com muita coisa ou com muitas abordagens e pontos de vista, mas isto não interessa, pois eu não estava e um debate, mas, sim, cobrindo fatos, acontecimentos e pessoas...).
 

A plateia era grande, divertida e participativa...

Fiquei fazendo registros...

 

Do céu...


E da Terra... (Olha a bandeira que horas atrás me engoliu)




Enquanto esperava o Kim Kataguiri acabar (mais) uma entreevista...


Entrevista finalizada, veio o rapaz, numa boa (16h21), falar comigo...

Falou sobre maioridade e menoridade penal, sobre terceirização do trabalho sobre o desejo do Fora Dilma e, ainda, em um furo de reportagem (que não tem grande valor, pois só estou mostrando agora, quando todo mundo já sabe -preciso definitivamente parar de ser ranzinza, e arrumar um celular pra fazer LIVE) nos contou em primeira mão o próximo passo do Movimento... (ouçam a fala do moço)


 Em seguida...

Voltamos a observar e fazer imagens da manifestação...


com pessoas indo embora, pessoas chegando...


Tropa de Choque parada e desmontada...



Tropa do Braço guardando o MASP



Bandeiras passeando...



Banda tocando...



Faixas...



 Algumas falas dos meninos...

  • Sobre a questão com o Deputado Jean Wyllys


  •  Sobre assuntos diversos


Mais gente indo e vindo...




Mais Choque chegando...


Mais mensagens...


Até que surge, na multidão, uma mensagem que finalmente se mostra imparcial, dentro da sua total parcialidade...


Tudo correndo segundo a tradição, família e... Por volta das 17h00, a peladona (que vocês viram na introdução)  é contida, coberta e levada embora pela PM...

Detalhe no paradoxo do lambe lambe pedindo mais misses, enquanto que na vida real, a guria representando o mais próximo de "mulher objeto" é convidada a se retirar...


Vai entender esse povo né...

Alias, o trio que vem subindo a rua em direção à peladona, não parece um trio de inquisidoras e guardiãs da moral e bons costumes?? Me diverti com as imagens e cenas que fiz na minha mente (com a leitura corporal que fiz...)


O tempo foi passando...


Kim Kataguiri dando entrevistas e tirando fotos...


MASP fechado e SEM BANHEIROS QUÍMICOS!!!



Mais CHOQUE...


Mais Peladonas...



Até que resolvi descer do caminhão (18h00) e seguir o caminho inicialmente por mim estabelecido até a Consolação (parando pelo caminho em algum banheiro químico ou não)

No caminho da descida, dentro do Megazord, parei um pouco no andar do Palco e fiz algumas imagens...

Não parece uma Boy Band????


Imagine o meninos cantando algo do tipo...

To P da vida!!
To vendo a gente tão pra baixo
Um baixo astral um cambalaxo
La la la


Mas não rolou música nem coreografia, aí me despedi dos meninos que estavam fazendo uma groupie (acho que) em comemoração do (merecido) sucesso alcançado no dia ...


E segui rumo à Consolação...

Pelo caminho as pessoas já iam arrumando as coisas...


Afinal já era...


É eu demorei pra descer do caminhão (já já, no final, explicarei o pq...)

Mas até que valeu, pois pude trombar o Sr. Júlio Cesar (eletricista), que estava vindo na direção contrária...


Gostei da cabeça e da postura do rapaz...


Após um pequeno papo, continuei meu caminho, registrei mais um carro de mais um movimento...

 


Segui e trombei com a imagem abaixo...


Fui chegando perto pra fazer uma imagem melhor...


Mais perto...



Também troquei um rápido papo com o rapaz...


Segui até a praça do ciclista...

Registrei as viaturas paradas...


Batia a mão e voltei pela outra mão...

Quando registrei esta fachada que eu adoro...


Parei (18h43) pra entender o que estava acontecendo nesta casa (parecia uma ocupação)


Descobri, com pessoas que de lá saiam, que os donos haviam convidados amigos para, de lá acompanhar a manifestação, como se fosse uma espécie de camarote/festa VIP...

E, informação recebida continuei no caminho de volta (à Consolação) fazendo um balanço do dia de hoje... (18h50)


Andei, andei, até chegar próximo ao MASP (18h52) quando o MEGAZORD estava sendo desmontado...


Fiz imagens...



E por lá fiquei, conversando com Coleguinhas e com membros do MBL...

Neste meio tempo passei por uma situação meio surreal com o "Seu Carlos" que queria pq queria explicar sua teoria do espirro, pra mim e mais uns 7 ou 8 membros do MBL (definitivamente eu atraio pessoas especiais... tsc tsc)

Depois ainda conversei (e conheci) mais esses membros que lá ainda estavam...

E, finalmente (20h43) fui fazer o último trajeto...

Fazendo os últimos registros...



Até realmente ir embora da Paulista e da manifestação...



Notas finais:

  • Tanto em cima do ônibus, quanto no chão (durante a desmontagem do mesmo) pude conversar e conhecer vários integrantes do Movimento Brasil Livre o que acabou por me fazer respeitá-los como pessoas e manifestantes (repito que não concordo com a maioria das FORMAS como eles pensam solucionar os problemas do Brasil, mas, quase como que em um paradoxo, pude constatar a humildade da maioria deles e o -ainda- sincero desejo de consertar os mesmos problemas que afligem muitos outros coletivos -de linhas bem distintas-...)
  • Talvez (não sei e também não buscarei agitar isto), uma reunião/debate de coletivos de esquerda, centro, anarquistas e de direita, devidamente desarmados e sem pedras preconceituosas na mão, fosse interessante para uma caminhada mais efetiva da juventude (enquanto juventude... Sem muitos rótulos e certezas adotadas de pensamentos adultos chatos e cansados) rumo à solução dos problemas reais que apodrecem este País...
  • Sexta feira estaremos cobrindo a saída da tal Marcha (sem sombra de dúvidas)
  • Pra quem não ouviu/viu o vídeo do meu balanço final, vale explicar (também aqui) que a razão do MASP (do vão livre) estar cercado e fechado, se deveu a um aviso (na reunião dos organizadores com a PM) de falha estrutural do prédio, falha esta que teria sido abalada pela massa pulando lá embaixo no dia 15 de março... Ou seja, aquilo poderá vir abaixo (ou não...)

Até a próxima!!!

























F.A.Q.

FAQ (tchau O.I. oi Nerd na Trip)

Agora que consegui sentar e sossegar bora tirar dúvidas da patota...

Quer saber as novidades em 1ª mão???

Arquivo de Viagem

Pesquisar este blog

Popular Posts

Wikipedia

Resultados da pesquisa